CMN reduz TJLP para 6,85%

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou nesta quarta-feira a redução da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) de 7,5% para 6,85%. O novo porcentual, definido nesta quarta pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), vale para o último trimestre do ano. Segundo Mantega, o objetivo da redução é estimular os investimentos no país. "Para termos um crescimento sustentável é preciso fomentar a formação abrupta de capital fixo", afirmou o ministro. De acordo com ele, os investimentos no primeiro semestre deste ano cresceram 5,7% na comparação com o mesmo período de 2005. No acumulado dos últimos 12 meses, encerrados em julho, segundo Mantega, o crescimento foi de 9,8%. "Com esta redução da TJLP nós nos aproximamos das taxas de juros para investimentos de outros países emergentes, levando em conta o risco país e a inflação", disse o ministro. Mantega afirmou que o CMN considerou para definir a nova TJLP, a meta de inflação projetada para os próximos anos, de 4,5% e um risco País em torno de 220 e 230 pontos. TRMantega anunciou a decisão do CMN de tornar facultativa a Taxa Referencial (TR) nos financiamentos habitacionais. A partir de agora, as instituições financeiras poderão usar como teto máximo de juros a TR apurada nos 90 dias anteriores mais a taxa de 12%. Hoje, segundo Mantega, esse valor seria 12% mais 2,2%. De acordo com o ministro, essa é a chamada "TR travada", que será revista mensalmente. A grande vantagem dessa nova forma de utilização da TR, segundo ele, é que as instituições poderão conceder os financiamentos com prestações fixas o que é algo apreciado pelo tomador do empréstimo, já que o brasileiro prefere saber de antemão o valor de sua prestação. Segundo Mantega, nada impede que as instituições financeiras abram mão da TR. De acordo com ele, há bancos no Brasil que colocam a TR no contrato, mas descontam seu valor da prestação. Para o ministro, a tendência desse mercado é de redução das taxas de juros, já que é um mercado competitivo. DívidasAs instituições financeiras que receberam pedidos de produtores rurais para prorrogação de dívidas de custeio e investimento, das safras 2004/05 e 2005/06, terão um mês a mais para concluir o processo. A ampliação do prazo foi aprovada na reunião do CMN desta quarta.O prazo original termina em 30 de setembro e, de acordo com assessor especial, Gilson Bitencourt, do Ministério da Fazenda, o governo optou por dar mais um mês para que os bancos concluam a renegociação. Ele explicou, no entanto, que não serão aceitos novos pedidos de renegociação. O prazo para que o produtores formalizassem aos bancos a solicitação de renegociação terminou em 31 de julho. A prorrogação estava prevista no pacote de medidas anunciado pelo governo em maio passado.

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