CMN repete meta de inflação de 4,5% para 2010

CMN decidiu ainda que a Taxa de Juros de Longo Prazo para o terceiro trimestre foi mantida em 6,25% ao ano

Renata Veríssimo e Fabio Graner, da Agência Estado,

30 de junho de 2008 | 18h12

O Conselho Monetário Nacional (CMN) definiu nesta segunda-feira, 30, a meta de inflação para 2010 em 4,5%. Para o próximo ano, a meta ficou mantida também no mesmo patamar, de 4,5%. O intervalo de tolerância nos dois períodos também foi mantido em dois pontos percentuais, para mais ou para menos. "O CMN, partindo da avaliação de que o desenho da meta de inflação tem tido resultados bastantes satisfatórios para a economia, decidiu manter em 4,5% a meta para 2010", afirmou o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Bernard Appy. A decisão, tomada em um momento de aceleração da inflação no Brasil e no mundo, veio em linha com a expectativa de economistas. Ao final da reunião do Conselho, o diretor de política monetária do Banco Central, Mário Torós, anunciou ainda que a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) para o terceiro trimestre foi mantida em 6,25% ao ano. Segundo ele, o CMN se baseou nos mesmos parâmetros da definição da última taxa da TJLP, que foram 4,50% do centro da meta de inflação e 1,75% de risco País. Banco do Brasil O Conselho aprovou ainda a proposta de decreto presidencial autorizando o aumento da participação estrangeira no capital do Banco do Brasil, dos atuais 12,5% para 25%. Segundo o comunicado, essa alteração é necessária, uma vez que o banco está listado no Novo Mercado da Bovespa, onde é preciso colocar em mercado pelo menos 25% das ações, papéis que podem ser adquiridos, em parte ou na sua totalidade, por investidores estrangeiros.O CMN é formado pelos ministros da Fazenda e do Planejamento e pelo presidente do Banco Central.

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