CNA defende mecanismos para manter álcool estável

Para evitar oscilações nos preços do álcool combustível, José Ricardo Severo, assessor técnico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), defendeu que o governo crie políticas que possam manter as cotações estáveis durante o período de entressafra da cana-de-açúcar. "Como estamos falando de uma cultura sazonal, deveria existir um programa específico para garantir estabilidade no período de entressafra, que impedisse variações acentuadas do preço nas usinas", argumentou. As informações são da assessoria de imprensa da CNA. Ele sugere que, na entressafra, seja disponibilizado capital de giro, por meio de financiamento, para que o produtor tenha condições de manter estoques maiores, já que o custo de armazenagem do álcool é alto.O assessor também comentou as previsões climáticas para a cultura da cana-de-açúcar. Segundo ele, os efeitos do aquecimento global e o aumento de chuvas registradas neste ano serão positivos para os canaviais. De acordo com ele, as previsões climáticas de altas temperaturas e a definição bem acentuada de um período chuvoso e outro seco deverão favorecer as lavouras e resultar em aumento da produção. "A estimativa é que, com o aumento das temperaturas no Centro-Oeste e no Sul, o plantio alcance novas áreas nos estados dessas regiões", concluiu. Na análise do técnico, o Nordeste deverá continuar com a produção em queda, como vem acontecendo, devido à seca prolongada na região. InvestimentosO ministro da Agricultura, Luís Carlos Guedes Pinto, avaliou nesta quarta-feira que o setor sucroalcooleiro é um dos que mais atraem investimentos para o agronegócio nacional. Por meio de nota distribuída por sua assessoria de imprensa, o ministro lembrou que em 2006 foram instaladas 12 novas destilarias no País e que outras 16 devem entrar em funcionamento neste ano. As novas agroindústrias se concentram na região Centro-Sul, principalmente em São Paulo. "Isso representa mais emprego e renda para o setor sucroalcooleiro", avaliou. O Brasil tem 360 unidades produtoras de açúcar e álcool, que tem uma renda anual de R$ 40 bilhões e empregam diretamente cerca de um milhão de trabalhadores, informou o ministro.

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