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CNA estima prejuízo com Farm Bill em US$ 2,4 bi ao ano

O Departamento de Comércio Exterior da Confederação Nacional da Agricultura estima em cerca de US$ 2,4 bilhões anuais, ou US$ 9,6 bilhões nos próximos quatro anos, o prejuízo que os agricultores brasileiros terão, a partir deste ano, com a proposta da nova lei agrícola americana, chmada de Farm Bill. Na avaliação da CNA, a nova lei perpetua o protecionismo americano e afeta a credibilidade dos Estados Unidos nas futuras negociações da Area de Livre Comércio das Américas (Alca) e da Organização Mundial do Comércio (OMC). A saída para enfrentar os Estados Unidos e obter melhores preços no mercado internacional para a soja brasileira, segundo a CNA, é questionar a política de subsídios americana na Organização Mundial do Comércio (OMC), por meio de um "painel", ou comitê de arbitragem. Segundo o assessor especial da CNA para área de grãos, Getúlio Pernambuco, os estudos macroeconômicos que sustentarão este questionamento estão prontos e foram encaminhados pelo Ministério da Agricultura ao Itamaraty. Os advogados americanos que irão defender os interesses do Brasil também já estão contratados e serão pagos pelas entidades privadas envolvidas no assunto (CNA, Abiove, OCB). O gasto total com advogados está estimado em cerca de US$ 400 mil. Desse valor, Getúlio Pernambuco disse que metade já foi paga. O Itamaraty, segundo eles, está reavaliando a papelada e aguardando o momento mais oportuno para formalizar o pedido de investigação na OMC. O diretor do Departamento de Comércio Exterior da CNA, Antonio Donizeti, afirmou que o maior prejuízo será causado a soja brasileira. A avaliação é de que os sojicultores percam US$ 1,6 bilhão ao ano com a depreciação dos preços do produto no mercado internacional, provocada pela concorrência desleal dos EUA. Em segundo ligar vêm o algodão e o milho, para os quais a estimativa da CNA é de uma perda anual de US$ 1 bilhão. De acordo com Pernambuco, as exportações de milho feitas pelo Brasil, que no ano passado foram de US$ 500 milhões, provavelmente serão interrompidas, porque os produtores não terão condições de competir com os subsídios americanos. Com relação ao algodão, o reflexo já começou a ocorrer neste ano, com uma redução de 20% na área plantada.Donizeti disse que simulações feitas com dados do próprio Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicam que se não houvessem subvenções para os sojicultores americanos os preços da mercadoria no mercado externo atingiria um valor de equilíbrio de US$ 195 a tonelada, ao ano, durante os próximos quatro anos. Com o excesso de produção colocado no mercado internacional pelos EUA, esse preço cai para US$ 158, neste ano, e para US$ 160,00 no ano que vem.

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