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CNA prevê queda de 10% na produção agrícola em 2008/09

Estimativa da entidade é mais pessimista do que as previsões do governo, que indicam queda de 5% na produção

Fabíola Salvador, da Agência Estado,

18 de dezembro de 2008 | 17h34

A presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu, estimou nesta quinta-feira, 18, que a produção de grãos em 2008/09 deve cair 10% em relação à safra 2007/08. A estimativa da entidade é mais pessimista do que as previsões do governo, que indicam queda de 5% na produção. Segundo ela, a queda na comercialização de fertilizantes é um dos indicadores de menor produção. Segundo números da CNA, no acumulado do ano até outubro, foram entregues 20,244 milhões de toneladas de fertilizantes, representando queda de 2% em relação ao mesmo período do ano passado. A presidente da CNA fez um balanço do desempenho da agricultura em 2008 e traçou perspectivas para o ano que vem. O principal ponto destacado foi a necessidade de reformulação do modelo de financiamento agrícola. A CNA contratou o professor Guilherme Dias, da Universidade de São Paulo (USP), para auxiliar nas discussões sobre uma nova proposta que será formulada em parceria com o governo. Guilherme Dias é professor da Faculdade de Economia e Administração (FEA) e foi secretário-executivo do Ministério do Planejamento, no governo FHC. O professor disse que a renegociação das dívidas do setor rural não resolve o problema de crédito. "As renegociações dos últimos anos trouxeram mais problemas do que vantagem. É irrealista pensar que o problema do crédito se resolverá em 2009. Como foi irrealista pensar que as negociações feitas de 2005 até agora resolveriam o problema", afirmou. Dias defende uma política de garantia de renda para os produtores rurais. E, para isso, é fundamental a participação do agricultores, que terão de informar os custos da atividade. Kátia Abreu concordou com a proposta e lembrou que uma política de garantia de renda depende de "contabilidade aberta". Em contrapartida, a presidente da CNA disse que é fundamental a desoneração da cadeia produtiva, que chega a pagar 16,9% em impostos. Kátia Abreu defendeu, ainda, a ampliação do orçamento para as políticas de apoio à comercialização em 2009. Ela também apóia a reivindicação do ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, que pede a alocação de R$ 5 bilhões para instrumentos de apoio à comercialização agrícola. Ela afirmou que um indicativo de que haverá problemas na comercialização da safra é o baixo volume de soja vendido antecipadamente. Em anos anteriores, nessa época do ano, o volume chegava a 50% da safra. Atualmente, o porcentual negociado é de apenas 18%.

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