New Holland Agriculture quer ouvir influenciadores digitais

Montadora quer entender melhor a demanda desses grupos

Coluna do Broadcast Agro

03 de junho de 2019 | 05h00

A centenária montadora New Holland Agriculture está ouvindo influenciadores digitais, entre eles jovens e mulheres, para entender melhor suas demandas. Cada vez mais esses grupos estão à frente de fazendas, conta Rafael Miotto, vice-presidente da empresa (uma das marcas agrícolas do grupo CNH Industrial) para a América Latina. “Um terço das propriedades do Brasil passa por sucessão e queremos nos comunicar com esse público”, diz. A New Holland Agriculture também avalia empresas inovadoras, como a startup de crédito Nubank e a Netflix. “Buscamos, por exemplo, aprender a ter mais agilidade e disponibilidade.”

Futuro

Os planos para essa aproximação com influenciadores digitais constam da estratégia traçada pela empresa para o período de 2020 a 2024, a ser divulgada no segundo semestre. No Brasil, a New Holland já iniciou as mudanças, ampliando as fábricas de Curitiba (PR), Piracicaba e Sorocaba (SP) para lançar modelos maiores e com mais tecnologia. Espera-se que em 2019 a companhia produza de 5% a 10% mais no País e, em 2020, cerca de 10% acima deste ano. Não está descartada a possibilidade de nacionalizar máquinas hoje importadas – entre elas tratores e colheitadeiras de alta potência.

Fora de casa

Quanto ao que depende do governo – regras e recursos para financiamento de máquinas no próximo Plano Safra, 2019/20 –,

Miotto acredita que produtores até poderiam aceitar a elevação em 1 ponto porcentual nas taxas de juros, atualmente de 7,5% a 9,5% ao ano, desde que sejam mantidas as condições em vigor: prazo de amortização de até sete anos, taxa prefixada, carência de 14 meses e garantia de que o montante prometido será liberado. 

A todo vapor

O campo tem investido também em máquinas para construção nas propriedades. O setor agropecuário foi responsável por 30% das vendas deste tipo de equipamento em 2018, ante 5% a 7% há cinco anos. E novo incremento, para 35%, é esperado em 2019. “Mais máquinas de construção são usadas para carregar grãos, abrir valas e vias próximas à fazenda e distribuir ração nas granjas”, conta Andrea Park, vice-presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

* Colaborou Leticia Pakulski

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