CNI: acesso ao crédito pelas indústrias continua difícil

O acesso ao crédito pelas indústrias continua difícil. Essa é uma das conclusões da Sondagem Industrial, divulgada hoje pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Segundo o levantamento, realizado junto a 1.193 empresas entre os dias 4 e 22 de janeiro, o índice que mede o acesso ao crédito passou dos 42,4 pontos no terceiro trimestre do ano passado para 44,1 pontos no quarto trimestre. Apesar do avanço, o índice continua abaixo de 50. Pela metodologia da pesquisa da CNI, numa escala de zero a 100, números inferiores a 50 indicam retração.

LEONARDO GOY, Agencia Estado

28 Janeiro 2010 | 12h56

"O problema de crédito ainda não está todo solucionado. As pequenas empresas têm problemas de financiamento", comentou o gerente executivo da Unidade de Pesquisa da CNI, Renato da Fonseca. Outro índice que chamou atenção na pesquisa refere-se às exportações. O indicador que mede as expectativas quanto às vendas externas permanece abaixo de 50, em 47,8 pontos no quarto trimestre do ano passado.

Fonseca comentou que, ao longo deste ano, deve ocorrer uma recuperação da demanda mundial. Mas ele ponderou que, no Brasil, ainda há um segundo problema para as exportações, que é o do câmbio desfavorável. Isso ainda é agravado, segundo ele, porque os países que concorrem com o Brasil no comércio internacional aumentam sua competitividade por meio de investimentos em infraestrutura e redução da burocracia. "No Brasil, não vemos uma compensação da questão do câmbio por meio de desoneração tributária, redução da burocracia ou investimentos em infraestrutura. Houve uma melhora, mas poderia ser mais rápida", disse Fonseca.

De acordo com a Sondagem, o principal problema das indústrias continua sendo a carga tributária, apontada por 64,8% dos entrevistados como o principal obstáculo. A pesquisa revelou ainda que os estoques continuam se reduzindo. O índice que mede a estocagem de produtos ficou em 45,4 pontos no quarto trimestre de 2009, ante os 47,9 pontos do trimestre anterior.

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