CNI afirma que queda do compulsório chega com atraso

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto, considerou positiva a decisão do Banco Central, de reduzir de 60% para 45% o recolhimento do compulsório sobre depósitos à vista. "A medida vai na direção do que vem sendo defendido pelo setor produtivo, que reivindica o abrandamento da política monetária", afirma nota divulgada há pouco pela CNI. A nota acrescenta, no entanto, que a iniciativa do BC chega com atraso. "Espera-se agora que o governo adote outras soluções que permitam continuar a flexibilização da política monetária do país". A expectativa da CNI e de outros segmentos econômicos, segundo a nota, é que a decisão do Banco Central seja seguida de uma nova redução na taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 24,5% ao ano, em reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para os dias 19 e 20 deste mês. De acordo com a nota da CNI, a redução do compulsório confirma o que vem sendo defendido nos últimos meses pelo presidente do órgão, de que há espaço para ao afrouxamento das condições de financiamento da economia, sem que isso implique em menor responsabilidade no controle da inflação. A CNI encerra a nota afirmando que o anúncio de hoje do Banco Central, "é mais um passo no caminho para evitar o aprofundamento de um processo de desaceleração econômica flagrante e apontado nos Indicadores Industriais divulgados pela CNI esta semana".

Agencia Estado,

08 de agosto de 2003 | 14h04

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