CNI alerta para risco de estagnação da Alca

A negociação para a Área de LivreComércio das Américas (Alca) corre o risco de ficar paralisadacaso os países se limitem a criticar a timidez das propostasiniciais, apresentadas oficialmente no último fim de semana, enão partam para uma postura pró-ativa de entendimentos. O alertaé da coordenadora da Unidade de Integração Internacional daConfederação Nacional da Indústria (CNI), Sandra Rios. A especialista em comércio exterior afirma que é precisoevitar que ocorra com a Alca o mesmo que aconteceu no anopassado na negociação entre os blocos do Mercosul e da UniãoEuropéia. Depois da apresentação das propostas, em julho de 2001 os dois blocos passaram praticamente a maior parte do tempo atrocar acusações mútuas, de que as ofertas do outro lado erammodestas. A conseqüência, explica Sandra, é que no ano passado"não aconteceu rigorosamente nada em termos de avançoconcreto" no acordo com os europeus. "Menos do que ficardizendo que a oferta do outro é insuficiente, é precisoapresentar pedidos de melhoria nas ofertas iniciais. A partirdas respostas que vão ser apresentadas, a gente vai ver se épossível avançar", afirmou a especialista em relaçõesinternacionais. A coordenadora da CNI aponta que as negociaçõesconcretas da Alca começarão no segundo semestre, já que ospaíses têm até junho para apresentar seus pedidos deaperfeiçoamento e as respostas sairão a partir de julho. No casoda Alca, outro desafios será superar a falta de parâmetros parao acordo, que dificulta até mesmo a comparação das propostas decada país, afirma Sandra. A economista argumenta que não houve avanço quanto aométodo e a modalidade de negociação, o que gerou "umaarquitetura muito aberta para a apresentação das ofertas, semparâmetros definidos". "Assim, cada país poderia apresentarsua primeira oferta no modelo que bem entendesse", ponderaSandra, citando que, dentre outras diferenças, enquanto oMercosul propôs uma oferta única, os Estados Unidos apresentarampropostas diferenciadas por países.

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