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CNI: Alta da Selic dificulta crescimento da indústria

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) lamentou a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de elevar a taxa Selic, o juro básico da economia, de 7,5% para 8% ao ano. "A elevação da taxa básica de juros traz ganhos modestos contra a alta da inflação, prejudica a expansão dos investimentos e impede o aumento da oferta", citou a confederação, em nota.

AE, Agencia Estado

29 de maio de 2013 | 21h13

Para a CNI, a nova elevação da Selic, de 0,50 ponto porcentual, apesar da intenção correta de segurar a pressão nos preços, traz ganhos modestos na contenção inflacionária e impõe mais dificuldades para o setor industrial retomar o crescimento. "Como acaba de mostrar o comportamento do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre, a indústria permanece estagnada", destacou o texto.

Segundo a CNI, o aumento nos juros é ainda mais prejudicial ao setor industrial, justamente o de maior capacidade de recuperação e de contribuição à retomada da economia. "Sem uma participação expressiva da indústria, o País cresce pouco".

Opinião semelhante tem o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf. Ele avaliou que a decisão do Banco Central está deslocada no tempo. "Não é hora para aumento de taxa de juros", disse, lembrando que a indústria está fraca e que aumento de juros prejudica ainda mais a competitividade do setor produtivo.

"É preciso quebrar paradigmas, o Brasil precisa de um choque de competitividade, investimento e produção, e não da mesmice do aumento de juros", afirmou, destacando que nesta quarta-feira, após a divulgação do fraco desempenho do PIB do primeiro trimestre, de alta de 0,6%, a Fiesp decidiu reduzir ainda mais a previsão para a expansão econômica neste ano, de 2,5% para 2%.

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