CNI: América do Sul é mercado mais importante

A América do Sul é considerada o mercado consumidor mais importante para a indústria brasileira de manufatura e de produtos de tecnologia intensiva. A conclusão é resultado de uma série de estudos encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), que identificou o potencial do Brasil nas áreas de comércio de bens, investimentos diretos e serviços, apresentada hoje no seminário "Os interesses empresariais brasileiros na América do Sul", na capital paulista.A pesquisa recomenda aprofundamento dos acordos comerciais já existentes entre Brasil e países onde as oportunidades de inserção são maiores, tais como Colômbia, Venezuela, Peru, Equador e, ainda que em menor proporção, o Chile. "A percepção geral é a de que, no Mercosul, há pouco espaço para avanços institucionais, uma vez que a maior parte das tarifas já foi eliminada, exceto no setor automotivo. Mas existe uma série de oportunidades em relação aos países andinos", disse o diretor-executivo da CNI, José Augusto Fernandes.A melhor estratégia, segundo os autores do estudo, é negociar a redução de tarifa para bens industriais, que, para alguns setores, está acordada para acontecer apenas em 2018. Nos últimos anos, a maior parte desses países fechou acordos de livre comércio com os Estados Unidos, o que diminuiu a competitividade dos produtos brasileiros nesses mercados. Ao mesmo tempo, a pesquisa identificou que é necessário realizar ações de promoção comercial para determinados setores em alguns desses países. "Essas ações (reduções tarifárias e promoção comercial) devem ser simultâneas", destacou a gerente-executiva de negociações internacionais da CNI, Soraya Rosar.A indústria percebeu que as negociações internacionais na área de serviços como um todo podem render ganhos para si mesma. "Nós entendemos que o avanço do setor de serviços traz a reboque mercadorias e produtos industriais. Uma construtora que faça obras em outro país da região vai precisar adquirir tratores, caminhões e computadores. Ao mesmo tempo, uma empresa brasileira que preste serviços de consultoria para uma fábrica de biscoitos em outro país, já conhece nossas máquinas e poderá recomendá-las", considerou o diretor-executivo da CNI.

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