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CNI aponta crescimento de 0,94% nas vendas em julho

Os indicadores divulgados hoje pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) relativos a julho mostram uma interrupção da evolução de queda da atividade durante o primeiro semestre do ano, mas que não foi suficiente para apontar uma reversão positiva consistente da atividade. Segundo a entidade, as vendas industriais em julho avançaram 0,94% sobre o mês anterior, na comparação com ajuste sazonal.Já na comparação com julho do ano passado, houve uma queda de 3,94%. No acumulado do ano, as vendas estão estagnadas: houve apenas um ínfimo de crescimento de 0,06% na comparação com os sete meses do ano passado. (O mesmo movimento ? melhora em julho na comparação com junho, e queda na comparação com julho de 2002 ? foi apontado pelo IBGE.)Em julho, segundo a CNI, houve uma relativa estabilidade dos demais indicadores na comparação com o mês anterior. Para o pessoal empregado houve queda de -0,11%; nas horas trabalhadas, crescimento de 0,91%; e nos salários líquidos, aumento de 0,33%. A pior comparação é mesmo sobre o mês de julho do ano passado, em que também houve queda forte dos salários reais (-4,74%), além da retração das vendas. "Em termos acumulados, há visível retração do ritmo de expansão desde fevereiro, apontando para as dificuldades que o setor industrial ainda vem enfrentando para se desfazer dos estoques acumulados por conta da retração do mercado consumidor", conclui a entidade no boletim de indicadores industriais de julho.Capacidade instaladaO nível de utilização da capacidade instalada da indústria encolheu dois pontos porcentuais em julho, na comparação com igual mês do ano passado. A taxa passou de 81% em julho de 2002 para 79,1% em igual mês deste ano. Para a CNI, esta é uma demonstração de que "a retração é nítida". Em relação ao mês de junho deste ano, houve uma estabilidade do indicador de uso da capacidade em julho, "parecendo revelar que os sinais de retomada da atividade produtiva ainda não são claros", segundo boletim. As maiores ocupações da capacidade foram registradas em Santa Catarina (82,9%) e Rio Grande do Sul (81,3%) e as mais baixas no Amazonas (71,8%) e na Bahia (75,8%).

Agencia Estado,

05 de setembro de 2003 | 14h33

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