CNI aponta que confiança do empresário subiu em janeiro

O índice de confiança do empresariado, divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), ficou em 59,9 pontos em janeiro, o maior desde abril de 2001 e representou crescimento de 26,6% em relação a última pesquisa, feita em outubro, que registrou índice de 47,3 pontos. Segundo a CNI, o sentimento do setor industrial é de que a crise na economia chegou ao fim.Apesar do índice de janeiro, a confiança dos empresários ainda é menor que a verificada em janeiro do ano passado, quando o índice atingiu 65,3 pontos. O resultado do índice, segundo a CNI, reflete boas expectativas para os próximos seis meses já que o índice que mede a avaliação do momento atual registrou 50,2 pontos enquanto a expectativa para os próximos meses bateu 64,7 pontos.A recuperação da confiança do empresariado industrial representa na prática o primeiro sinal positivo dado pela economia real, representado pelas empresas, segundo o coordenador de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco. Segundo ele, alguns sinais de retomada já vinham sendo captados pelo setor financeiro do País desde o fim de novembro.Castelo Branco explicou que o índice de confiança de janeiro relativo às condições atuais da economia (51 pontos) significa que para os empresários não houve melhora nem piora das condições do País nos últimos seis meses. Na prática, isso representa um avanço já que nas duas últimas medições, em julho e outubro de 2001, o mesmo índice ficou em 39,9 pontos e 38,1 pontos, respectivamente, o que representou deterioração da situação da economia brasileira. Sempre que o índice de confiança fica abaixo de 50 pontos significa falta de confiança do empresariado. Acima de 50 pontos mostra retomada da confiança."A pesquisa demonstra que, para os empresários, a situação passou a ficar estável e que haverá uma retomada e recuperação da atividade e vendas industriais a partir do segundo trimestre deste ano", afirmou Castelo Branco.Ele acredita que a taxa básica de juro deverá começar a cair dentro de um a dois meses. Segundo o economista, que ficou surpreso com a manutenção da taxa na reunião de ontem do Copom, avalia que já há condições na economia que permitem a queda gradativa da Selic ao longo do ano. Na sua avaliação, a taxa Selic poderá fechar 2002 próxima ao nível de março do ano passado, quando estava em 15,25%.

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