CNI aprova corte na Selic e Fiesp afirma não ser suficiente

Para a Confederação, ambiente atual justifica a continuidade da redução; para a Federação, problemas de competitividade continuarão se outras medidas não forem tomadas  

Agência Estado,

29 de agosto de 2012 | 20h33

BRASÍLIA - A Confederação Nacional da Indústria (CNI) avalia que o Comitê de Política Monetária (Copom) acertou ao reduzir a taxa Selic em 0,5 ponto porcentual, para 7,5% ao ano. Em nota, a confederação avalia que a economia brasileira ainda não conseguiu retomar o ritmo de crescimento e as previsões são de que os efeitos da desaceleração se prolonguem além do inicialmente esperado. "O segundo semestre está em curso, mas as previsões de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para o ano estão abaixo dos 2%", destaca a CNI, em nota.

A confederação ressalta que o ambiente atual justifica a continuidade da redução da taxa de juros em 0,5 ponto porcentual. "Na indústria, setor que mais se ressente da desaceleração da economia, a produção ainda não cresceu no ano. Em junho, o nível de produção é 5,5% inferior ao mesmo mês de 2011", cita a nota. Além disso, a confederação destacou que a inflação mantém-se dentro da meta.

Fiesp

Já a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) diz que a redução é uma medida correta, mas não é suficiente para garantir a retomada do crescimento. "Reconhecemos a importância da nona queda consecutiva da taxa Selic, em um ano, mas já estamos no segundo semestre e os efeitos na demora em reduzir os juros mais rapidamente estão batendo na nossa porta", diz Paulo Skaf, presidente da Fiesp.

A previsão da Fiesp é que o PIB irá crescer apenas 1,4% até o final de 2012, enquanto a indústria de transformação terá crescimento negativo de 1,3%. Segundo a entidade, se outras medidas urgentes não forem tomadas, como a redução do custo do gás e energia elétrica, diminuição e simplificação da carga tributária e da burocracia, manutenção do câmbio em patamares acima de R$ 2, além da melhoria das condições de infraestrutura do país, os problemas de competitividade da indústria continuarão.

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