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CNI atribui a juros o desaquecimento da atividade

O coordenador da Unidade de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco, atribuiu o desaquecimento da atividade industrial em maio à trajetória de alta das taxas de juros (Selic) por nove meses consecutivos. "Só não foi mais danosa devido à ampliação de outras fontes de crédito, como o crédito consignado", afirmou ao comentar os indicadores industriais em maio. "Mesmo com a interrupção da trajetória de alta em junho, as taxas de juros ficaram num patamar muito elevado", afirmou. Para Castelo Branco, o Conselho de Política Monetária (Copom) tem condições de reduzir a Selic "em breve" considerando que a trajetória dos preços tem convergido para a meta de inflação do governo. Ele lembrou que maio é um mês forte do ponto de vista da atividade industrial mas, ressaltou, essa intensificação da atividade não aconteceu. "Os dados de maio dão sinais mais concretos de desaceleração da economia", disse.O economista da CNI, Paulo Mol, disse que a atividade industrial vem dando sinais de arrefecimento desde o início do ano mas, pela primeira vez, os indicadores ficaram negativos em relação ao mesmo período de 2004. "Desde novembro de 2003, não se observava uma variação negativa em relação ao mesmo período do ano anterior", afirmou Mol. As vendas reais caíram 1,51% e o nível de utilização da capacidade instalada teve queda de 0,3 ponto porcentual em maio. A desaceleração da atividade industrial refletiu nos dados do emprego que, após 18 meses de alta, ficaram estáveis em maio. "Essa estabilidade pode representar um ponto de inflexão. A nossa perspectiva é de estabilidade ou até mesmo de queda no emprego nos próximos meses", disse o economista."Crise não influenciará Copom"O coordenador da Unidade de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco, acredita que a crise política não deve influenciar na decisão do Conselho de Política Monetária (Copom) em relação à Selic. "Se a crise política não afetar a economia, como até agora não afetou, também não deve influenciar a decisão do Copom", disse. Ele acredita que o Banco Central poderá iniciar uma trajetória de queda de juros a partir de agosto.

Agencia Estado,

06 de julho de 2005 | 14h21

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