CNI: confiança do empresário industrial cai em fevereiro

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) recuou de 68,7 pontos em janeiro para 67,8 pontos em fevereiro. A pesquisa foi divulgada hoje pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a entidade destaca que, apesar da queda, o índice permanece elevado, 9,2 pontos acima da média histórica (58,6 pontos). Segundo a CNI, esse movimento de queda na confiança "aparenta ser um movimento natural do indicador". "O índice em janeiro tende a ser mais elevado, dado o maior otimismo que acompanha o início de um novo ano", destaca o documento divulgado pela CNI.

SANDRA MANFRINI, Agencia Estado

25 de fevereiro de 2010 | 10h47

A pesquisa destaca ainda que os empresários da indústria da construção civil, embora tenham diminuído o entusiasmo entre janeiro e fevereiro, continuam mais confiantes que os da indústria extrativa e de transformação. Na comparação com janeiro, houve um aumento de 0,9 ponto no índice de confiança da indústria extrativa, que chegou a 66,1 pontos. O índice de indústria de transformação caiu de 67,7 pontos em janeiro para 66,4 pontos em fevereiro. Enquanto isso, o índice da indústria da construção civil caiu de 68,9 pontos para 68,1 pontos.

Entre os 27 setores da indústria de transformação considerados pela pesquisa da CNI, 21 apresentaram queda no Icei de fevereiro em relação a janeiro. Mesmo assim, de acordo com os dados da pesquisa, todos os setores registraram confiança. O Icei varia no intervalo de zero a 100, sendo que valores acima de 50 indicam empresários confiantes.

O setor de Madeira foi o que registrou a maior queda no índice no mês, passando de 63,2 pontos para 54,2 pontos. Com isso, foi o único setor que ficou com Icei abaixo de 60 pontos. Em contrapartida, o setor de Metalurgia Básica registrou o maior aumento no índice do mês, de 2,8 pontos, passando de 65,8 pontos para 68,6 pontos.

Expectativas

O índice de expectativas dos empresários industriais para os próximos seis meses recuou em fevereiro para 71 pontos. Em janeiro, esse índice era de 71,8 pontos. Segundo a CNI, essa queda reflete, principalmente, o recuo com relação às perspectivas para a economia brasileira nos próximos seis meses, cujo índice caiu de 69,5 pontos em janeiro para 67,9 pontos em fevereiro. As expectativas com relação à própria empresa tiveram pequeno recuo, de 72,9 pontos para 72,6 pontos.

Com relação às condições atuais, o índice de confiança do empresário industrial caiu de 62,7 pontos para 61,3 pontos. Apesar da queda, destaca o documento da CNI, o índice "denota uma percepção ainda significativa de melhora das condições atuais", mesmo que menor que a registrada em janeiro. Também neste caso, o índice relativo à evolução da economia brasileira é que foi responsável pelo recuo, passando de 65,4 pontos para 61,6 pontos. O índice relativo à própria empresa manteve-se praticamente estável em 61,2 pontos ante 61,3 pontos registrados em janeiro.

A pesquisa destaca também que os executivos de todos os portes de empresas registraram queda na confiança no mês, mas mantiveram-se confiantes. Os empresários de médias empresas registraram a maior queda: o índice recuou de 68,7 pontos em janeiro para 66,6 pontos em fevereiro. Com relação às empresas de pequeno e grande portes, os índices mantiveram-se praticamente estáveis, ficando, respectivamente, em 66,1 pontos (recuo de 0,6 ponto porcentual) e 69,9 pontos (recuou de apenas 0,2 ponto porcentual). A pesquisa de fevereiro foi realizada no período de 1º a 24 do mês, com uma amostra de 1.545 empresas, sendo 874 pequenas, 450 médias e 221 grandes.

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