CNI: consumidor ainda não sente efeitos da crise

O otimismo dos consumidores, registrado pela Confederação Nacional de Indústria (CNI) em pesquisa divulgada hoje, revela que, para a média da população, os efeitos negativos da crise financeira internacional ainda não se fizeram sentir. "Ainda vai demorar para a população sentir. O consumidor comum está muito distante. O bolso das pessoas não foi afetado e não deverá ser afetado até o fim do ano", disse o economista-chefe da CNI, Flávio Castelo Branco. O Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (Inec) da CNI do terceiro trimestre atingiu 115,6 pontos, com alta de 5,3% em relação aos três meses anteriores. Essa foi a segunda melhor marca do indicador, atrás apenas dos 116 pontos do terceiro trimestre de 2006. Castelo Branco avalia que o primeiro efeito da crise financeira a ser sentido pela maior parte da população deverá ser no crédito. Em um segundo momento, caso os impactos no Brasil se agravem, pode haver reflexos também no mercado de trabalho. "Em algum momento de 2009 o índice de confiança deverá cair", disse. Segundo o economista, os grupos sociais que reagem mais rapidamente à crise são os mais bem informados e de maior renda. "As quedas da bolsa não deixam ansiosa a maior parte da população", disse.

LEONARDO GOY, Agencia Estado

10 Outubro 2008 | 22h42

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