CNI: crédito ainda é problema em compras de maior valor

O analista de Política e Indústria da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Marcelo Souza Azevedo, avaliou hoje que a continuidade na melhoria do Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (Inec) ainda depende da consolidação de algumas variáveis da pesquisa, sobretudo no que se refere à disposição da população em comprar bens mais caros, como eletrodomésticos e móveis, nos próximos seis meses. O indicador sobre a expectativa de compra de bens de maior valor, no levantamento realizado este mês, melhorou em relação ao do segundo trimestre deste ano, mas caiu 3,8% na comparação com o terceiro trimestre de 2008. "A recuperação é mais lenta do que em outros índices. Isso reflete o problema de crédito", avaliou o técnico. A previsão de Azevedo é a de que o consumidor ainda levará algum tempo para "ficar mais à vontade para comprar bens de maior valor".

RENATA VERÍSSIMO, Agencia Estado

25 de setembro de 2009 | 13h29

Apesar disso, a CNI espera um aumento do consumo já a partir do quarto trimestre, não só por conta do efeito das compras de Natal. Segundo ele, o resultado sobre a intenção de consumo nos próximos seis meses acaba por diluir o efeito do Natal. Azevedo lembra que o Inec do terceiro trimestre de 2009 é o terceiro maior da série histórica iniciada em 2001: "O Inec está bastante alto, muito próximo ao do terceiro trimestre de 2008."

O técnico acredita que, se o Inec se mantiver alto nos próximos meses, haverá uma retomada das compras de produtos mais caros. Outros dois índices continuaram abaixo do levantamento do terceiro trimestre de 2008: a expectativa em relação à melhoria da renda pessoal (-1,1%) e sobre a situação financeira (-0,4%). "Estas são variáveis importantes para que o consumidor compre bens de maior valor. Isso mostra que o consumidor não está tão confortável como em 2008 para comprar", afirmou. Na realização da sondagem, o Ibope entrevistou 2002 pessoas entre os dias 11 e 14 de setembro.

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