CNI defende inovação para garantir crescimento pós-crise

Entidade sugere parceria entre o setor privado e o governo para uma efetiva implementação tecnológica

AE,

19 de agosto de 2009 | 17h02

A principal via da indústria para garantir o crescimento após a crise é a inovação tecnológica, que deve ser alcançada por meio de uma forte parceria entre o setor privado e o governo. Essa ideia foi defendida nesta quarta-feira, 19, pelo presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto, durante o 3º Congresso Brasileiro de Inovação na Indústria, realizado em São Paulo.

 

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No evento, que contou com a participação de representantes de grandes corporações, como Siemens, BRF Brasil Foods, Natura, Fiat do Brasil, 3M e Embraer, além do presidente do BNDES, Luciano Coutinho, Monteiro Neto afirmou que o futuro do parque produtivo do País depende do foco em inovação. E é a condição básica para que as empresas nacionais possam concorrer em um mercado globalizado, em que a pressão competitiva é cada vez maior. "Não se trata de um modismo ou de idealismo. A agenda da inovação é uma imposição das novas circunstâncias globais, onde há forte pressão da concorrência", afirmou Monteiro Neto.

 

Segundo Monteiro Neto, o Brasil ainda não tem dado a ênfase necessária à inovação, em grande parte porque há muitos obstáculos, como a carga tributária, que onera exportações, o sistema de trabalho anacrônico, o excesso de burocracia e o baixo nível de instrução. De acordo com levantamento realizado pela entidade, 6 mil empresas brasileiras fazem pesquisas e 30 mil declararam inovar em seus produtos. A meta é duplicar esses números nos próximos quatro anos. "Temos de lutar contra a agenda do passado e fixar uma agenda de competências, que envolva as universidades, institutos e centros de pesquisa", disse o presidente da CNI. "A crise econômica não pode reduzir a ênfase em inovação.

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