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CNI defende maior liberação de depósitos compulsórios

Para presidente da confederação, medida ajudaria a ampliar o crédito para pequenas e médias empresas

Fabio Graner, da Agência Estado,

12 de fevereiro de 2009 | 12h40

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto, defendeu que o Banco Central faça nova rodada de liberação de depósitos compulsórios "para tentar irrigar mais o sistema financeiro" e ampliar o crédito para pequenas e médias empresas. Ele também cobrou redução da taxa básica de juros. "Acho que ainda temos problema na área de crédito. Há dificuldades de financiamento, sobretudo das pequenas e médias empresas. E acho que nossa política monetária está atrasada em relação à própria dinâmica da crise", afirmou Monteiro, que participa de reunião com o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Veja também:No trimestre da crise, Caixa lucra R$ 618 mi Renault eliminará 9 mil empregos; lucro cai 78,6% em 2008União Europeia rejeita assumir 'bancos podres'De olho nos sintomas da crise econômica Dicionário da crise Lições de 29Como o mundo reage à crise  Segundo o empresário, a reunião é para fazer um acompanhamento e avaliação das medidas que estão sendo preparadas pelo governo para o enfrentamento da crise. Monteiro avaliou que o processo de queda forte no nível de atividade dá sinais de ter se encerrado. "Eu diria que a percepção é de que, depois da queda forte no quarto trimestre, no primeiro trimestre de 2009 as notícias são de uma certa acomodação e de uma certa estabilização do nível de atividade. Essas notícias são de certo modo positivas, embora seja cedo para falar numa recuperação da atividade econômica. Nós vínhamos em queda livre até dezembro e o processo agora parece que se acomoda", afirmou. Ele destacou a recuperação do setor automotivo em janeiro e evitou dizer, como apontaram alguns integrantes do governo, como a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, que as empresas erraram a mão ao derrubar a produção em dezembro. "O setor automotivo no mundo inteiro enfrentou queda muito forte e evidentemente empresas no Brasil são conectadas, pois são filiais de grandes montadoras. Portanto, essa percepção de queda da atividade do setor se transmite pelo mundo e é algo que vejo com naturalidade. O importante é que a indústria automotiva tem capacidade instalada para produzir muito mais, portanto retomar a produção é algo fácil", afirmou. Monteiro Neto elogiou a atuação do governo na área tributária durante esse período de crise, mas pediu maior agilidade na liberação de créditos de impostos a que as empresas têm direito junto ao Fisco. Ele voltou a bater na tecla de que o governo precisa reduzir seus gastos de custeio para dar mais espaço à ampliação dos investimentos públicos em infraestrutura e na área social. "A ideia é cortar gastos de má qualidade, que não são reprodutivos. Precisamos gastar melhor, o que significa investir mais", disse.

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