CNI defende mais incentivo para a indústria de autopeças

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, defende que a indústria de autopeças seja beneficiada pelo governo e pede a prorrogação, por mais um ano, do Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários para as Empresas Exportadoras (Reintegra).

RAFAEL MORAES MOURA, Agencia Estado

31 Outubro 2012 | 14h05

"O programa feito aqui pra atrair investimentos no setor automobilístico tem de ser repassado para atrair a indústria de autopeças. Caso contrário, vamos ficar com as montadoras no Brasil, mas você importando todos os componentes", afirmou Andrade, após reunião do Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI), nesta quarta-feira, no Palácio do Planalto. Para ele, os benefícios dados às montadoras precisam atingir "a cadeia toda, os fabricantes de autopeças".

Andrade disse que, durante a reunião, foram discutidas as ações de incentivo à economia já em andamento. "Fizemos uma avaliação sobre o que está faltando para o próximo ano, questão de investimentos, o que está precisando para realmente você desencadear no empresariado a vontade de investir, não apenas porque acha que vai ter um mercado, mas porque você vai ter medidas que são consistentes", afirmou. "Discutimos a necessidade de prorrogar o Reintegra por mais um ano, porque as empresas que exportam já estão preocupadas."

A reunião do CNDI foi convocada para debater os resultados do Plano Brasil Maior. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, até o momento, a política industrial incorpora 63 medidas - 49 das quais em operação - para alavancar o desenvolvimento e a competitividade do País.

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