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CNI defende retomada do investimento privado

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto, disse que para que haja o crescimento sustentado é indispensável reativar o investimento privado, com oferta de recursos financeiros a custos compatíveis com a rentabilidade dos projetos e com os parâmetros internacionais. "Sabemos que as altas de juros são um problema histórico. Não se discute a estabilidade, mas ela não pode nos tornar reféns de uma política excessivamente monetarista", disse.Ele afirmou também que houve avanços em 2004 e que o horizonte de 2005 "é melhor que as perspectivas que tínhamos há um ano", reconhecendo que "há um ambiente de maior confiança para os negócios e é preciso aproveitá-lo para continuar avançando. "Não podemos nos acomodar."Na visão de Monteiro Neto, é necessário redimensionar os gastos do Estado, que são a causa dos juros altos. Além disso, os juros dos empréstimos também são altos por conta dos spreads excessivos - diferença entre as taxas de captação e os juros cobrados nos empréstimos. "Há urgência de redução desses spreads".Reforma tributária é necessidadeMonteiro Neto insistiu na necessidade da reforma tributária e disse que tanto o governo quanto oposição, empresários e trabalhadores concordam que o atual sistema tributário é ruim. "Mas a mudança do sistema não se opera nunca", afirmou. Ele disse que a CNI está trabalhando para uma ampla revisão do sistema tributário. "O regime tributário vigente é disfuncional para a produção e tem nítido viés anticrescimento".Ele afirmou também que a carga tributária ultrapassou o limite do suportável, chegando a mais de 36% do PIB, e defendeu que o diálogo com o Congresso seja aprofundado. Segundo o presidente da CNI, a reforma que está em discussão no Congresso tem muitas limitações. De acordo com ele, a reforma esbarra no tratamento inadequado da questão federativa, o que dificulta avanços mais concretos em direção às alterações desejáveis do ICMS. "É imperioso que a reforma tributária seja prioridade absoluta em 2005".

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