CNI destaca que aumento das exportações não se manterá

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima que o forte aumento das exportações observado ao longo do primeiro semestre deste ano não deve se manter entre julho e dezembro, em virtude da base de comparação, que foi mais elevada em igual período de 2002. "Esse efeito estatístico é contrário ao que prevaleceu na primeira metade do ano", conclui a CNI em seu boletim "Comércio Exterior em Perspectiva". Além disso, acrescenta o informe, "o movimento recente de queda da taxa de câmbio poderá afetar, em alguma medida, o desempenho exportador do ano. A conclusão da CNI não é muito diferente do que o próprio ministro do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, vem falando há cerca de dois meses. De qualquer forma, a CNI avalia que o desempenho das exportações no primeiro semestre deve assegurar um crescimento expressivo das vendas externas este ano. A entidade acredita que as exportações brasileiras em 2003 devem somara US$ 68 bilhões, mostrando uma expansão de 12,7% em comparação às de 2002. Já as importações, de acordo coma CNI, devem crescer apenas 2% em relação ao ano passado, somando US$ 48 bilhões, gerando um superávit comercial de US$ 20 bilhões para o País. Entre janeiro e junho, as vendas externas somaram US$ 33,0 bilhões, quase 32% a mais do que no mesmo período de 2002, enquanto que as importações alcançaram US$ 22,6 bilhões, gerando um superávit de US$ 10,4 bilhões, de acordo com dados da Secex. Os aumentos mais expressivos nas vendas externas se referem aos da China e Argentina, com 226% e 90,3%, respectivamente. As exportações para os países árabes (22 ao todo) também mostraram um aumento considerável e passaram de US4 1 bilhão, 19% acima do registrado em 2002 (US$ 887 milhões).

Agencia Estado,

22 Julho 2003 | 15h20

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