CNI destaca que juros reais ficaram mais altos

O corte de 0,5 ponto porcentual da Selic, a taxa básica de juros da economia, promovido hoje pelo Comitê de Política Monetária (Copom) sanciona, na prática, um aumento dos juros reais, afirmou há pouco o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), deputado federal Armando Monteiro Neto (PMDB-PE). "Voltamos a 26% de juros ao ano, o mesmo que em fevereiro, quando a estimativa de inflação anualizada era de em torno de 20%. Ou seja, o juro real era de 6% ao ano. Acontece que agora a inflação anualizada pelo IPCA está em 7,7%, e é convergente com as metas, então os juros reais foram para em torno de 18% ao ano", completou. Por julgar que havia condições de se promover uma queda maior (inflação contida, dólar baixo e demanda enfraquecida), Monteiro Neto classificou de "frustante" a decisão do Banco Central (BC), que ele afirmou terá um impacto recessivo sobre a atividade do setor produtivo. "Sabemos que o ambiente econômico vai piorar de novo", previu. O presidente da CNI disse ainda que, como as outras economias emergentes do mundo têm baixado juros, o BC poderia ter adotado um corte maior, pois mesmo assim ainda manteria vantagens comparativas aosinvestidores internacionais. Monteiro Neto argumentou também que o Copom poderia ter alterado o compulsório sobre os depósitos bancários, para promover um a maior liquidez no mercado de crédito.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.