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CNI: é cedo para dizer que PIB do 1º trimestre será negativo

Segundo presidente da confederação, é preciso esperar os dados de março para poder fazer afirmações

Renata Veríssimo, da Agência Estado,

12 de março de 2009 | 17h30

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto, disse nesta quinta-feira, 12, que ainda é cedo para afirmar que o resultado do PIB no primeiro trimestre de 2009 será negativo em relação ao último trimestre de 2008. Segundo ele, é preciso esperar os dados de março. "Vamos ter uma melhora em relação ao período anterior porque a base está deprimida. Mas será, certamente, um número pouco expressivo. Mas ainda não dá para afirmar que o resultado será negativo", avaliou, ao comentar a Consulta Empresarial realizada no início de março, pela CNI, para identificar a percepção das empresas com relação aos impactos da crise.

 

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"Há uma indicação de que vamos continuar a desaceleração econômica. O primeiro trimestre de 2009 certamente será negativo em relação ao primeiro trimestre de 2008. Mas não está claro se haverá uma queda em relação ao quarto trimestre de 2008", completou.

 

Na avaliação do presidente da CNI, há uma percepção da indústria de que a crise impacta de forma mais significativa o conjunto da economia do que a sua própria empresa. Monteiro Neto criticou as avaliações feitas no passado de que a crise não contaminaria o Brasil. "A teoria do descolamento é frágil", disse.

 

Segundo ele, os países centrais estão muito fortemente atingidos e, embora o Brasil faça parte do grupo de países que está sentindo menos os efeitos da crise, o país poderá ter crescimento zero. "Sentir menos pode significar crescimento zero", disse.

 

Monteiro Neto disse que 2009 será um ano difícil para o mundo e para o Brasil. "Com realismo, o processo de recuperação da economia mundial virá só em 2010", afirmou.

 

O economista da CNI Flávio Castelo Branco ressaltou que a consulta foi feita antes da redução de ontem, de 1,5 ponto porcentual, da taxa Selic. Segundo ele, essa mudança terá um impacto nas expectativas e no desempenho da economia mais à frente. Ele disse que o governo precisa continuar adotando medidas de estímulo ao crédito e de redução tributária, além de mais cortes de juros, já que a consulta revelou que boa parte dos empresários considera que a implementação das medidas anunciadas pelo governo não foi na dimensão ou intensidade adequada.

 

Castelo Branco lembrou que a consulta foi feita por meio eletrônico às indústrias e que as respostas foram voluntárias, por isso, não tem a mesma representatividade da Sondagem Industrial, na qual cerca de 1.400 empresas respondem ao questionário. Na consulta realizada este mês, 431 empresas responderam ao questionamento da CNI.

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