CNI e FGV veem sinais de luz no final do túnel

Entre abril e maio, pesquisas da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e da Fundação Getúlio Vargas (FGV) detectaram ligeira melhora de expectativas com o ritmo de atividade tanto da indústria como das empresas em geral. Seria exagero falar em otimismo, mas o grau de pessimismo medido pelo Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) da CNI reduziu-se acentuadamente neste mês. E, com base em dados de abril, o Indicador Antecedente Composto da Economia (Iace) da FGV aumentou pelo terceiro mês consecutivo – até o Indicador Coincidente da Economia (Icce) da FGV registrou leve alta.

O Estado de S. Paulo

22 de maio de 2016 | 03h07

O Icei da CNI atingiu 41,3 pontos e ainda está longe do patamar otimista só verificado quando o indicador supera 50 pontos. Mas entre abril e maio o Icei subiu 4,5 pontos, atingiu a melhor marca em 16 meses e registrou o avanço mais rápido desde janeiro de 2010. 

É da confiança no futuro mais do que da situação atual que tratam os indicadores. O Icei das grandes empresas está acima da média (43 pontos). As expectativas são melhores no Nordeste e no Centro-Oeste, mas também houve reação positiva no Sudeste, região que puxou o Icei para baixo nos últimos 12 meses.

Num setor da indústria, o da extração de minerais metálicos, a faixa do otimismo já foi recuperada (52,6 pontos), mas em outros também houve melhora relativa, como biocombustíveis (48,9 pontos), farmacêuticos, limpeza e perfumaria e informática, eletrônicos e ópticos.

O Iace da FGV atingiu 92 pontos, ou seja, continua abaixo do nível de 100 pontos de 2010. Mas, de seus oito componentes, seis contribuíram positivamente (taxa do swap de 360 dias, índices de expectativas das sondagens da indústria e serviços, Ibovespa e índices de produção industrial de duráveis e quantum de exportações). “A transição do ambiente político para um cenário de redução das incertezas de curto prazo cria condições potenciais para uma melhora mais consistente dos dois indicadores” (o Iace e o Icce, que avalia a condição atual), disse o economista Paulo Pichetti, da FGV. “Se confirmada, apontará uma reversão do ciclo econômico dentro de um horizonte visível, o que não parecia provável até agora.”

Há sinais de que a recessão vem perdendo força, avaliam outros economistas conceituados. Na melhor das hipóteses, a economia começará a se recuperar no segundo semestre, abrindo espaço para uma retomada mais visível em 2017.

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