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CNI eleva a 4,5% previsão de crescimento do PIB em 2007

"A revisão deve-se a uma perspectiva de expansão mais forte nos serviços e, principalmente, nos impostos, que crescem significativamente", justificou a CNI em nota

REUTERS, REUTERS

16 de julho de 2007 | 12h24

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) elevou sua estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto em 2007 para 4,5%, ante projeção anterior de 4,2%. "A revisão deve-se a uma perspectiva de expansão mais forte nos serviços e, principalmente, nos impostos, que crescem significativamente", justificou a CNI em nota. Veja também: Os novos hábitos de consumo do brasileiro   A entidade estima que o PIB industrial crescerá 4% no ano. A produção agropecuária deve ter expansão de 4,5% e a de serviços, de 4,2%. A CNI prevê ainda um crescimento de 5,8% do consumo das famílias em 2007 e de 4,7% do consumo do governo. A estimativa para a formação bruta de capital fixo - uma medida dos investimentos - foi mantida em elevação de 10,5%.   A CNI destaca que o crescimento da demanda interna tem sido atendido principalmente por importações e que a indústria tem crescido de forma heterogênea, de acordo com a forma como as empresas são afetadas pela valorização do câmbio.   Perspectivas - A CNI avalia que torna-se cada vez mais difícil a tarefa de projetar o comportamento do Comitê de Política Monetária (Copom) nas próximas reuniões marcadas para o segundo semestre de 2007. "O fato se deve às recentes alterações na composição do Comitê - envolvendo a substituição de diretores do Banco Central - e as ambigüidades na divulgação da meta de inflação para 2009", diz a nota.   A CNI, no entanto, projeta uma nova redução de 0,5 ponto porcentual na Selic, a taxa básica de juros da economia, na reunião desta semana, e mais três cortes de 0,25 ponto porcentual até dezembro. Com isso, a taxa básica deve fechar 2007 em 10,75% ao ano. A Selic fechou o primeiro semestre em 12% ao ano.   Para o superávit da balança comercial, a previsão é de um saldo de US$ 43 bilhões, uma queda em relação ao ano passado, que foi de US$ 46,1 bilhões, mas ainda robusto se considerada a valorização do real frente ao dólar.   Segundo a CNI, as exportações devem totalizar US$ 157 bilhões em 2007, um aumento de 14% na comparação com 2006, sustentado principalmente por ganhos de preço. As importações, estima a CNI, devem atingir US$ 114 bilhões em 2007, alta de 25%. Mas ao contrário das exportações, diz o documento, a maior parte desse crescimento decorre da expansão das quantidades importadas. (Com Agência Estado)

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