CNI eleva previsão para crescimento da economia e investimentos

Estimativa para o PIB neste ano passou de 2% para 2,4%, enquanto a projeção para expansão dos investimento subiu de 5,1% para 8%

Eduardo Rodrigues, da Agência Estado,

25 de setembro de 2013 | 12h13

BRASÍLIA - A Confederação Nacional da Indústria (CNI) melhorou suas perspectivas para a economia brasileira neste ano. A entidade revisou sua projeção para o crescimento da economia em 2013, de 2% para 2,4%, de acordo com o Informe Conjuntural divulgado nesta quarta-feira, 25. A entidade também previu um melhor desempenho do setor este ano, com uma expansão do PIB Industrial agora estimada em 1,4%, ante uma evolução de 1% prevista em junho.

A previsão da CNI de expansão da formação bruta de capital fixo este ano passou 5,1% para 8%. O gerente executivo de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco, avaliou que o aumento dos investimentos é o principal destaque nas novas previsões da entidade. "Essa é a variável que mais expressa a dinâmica de um crescimento sustentável, de melhor qualidade. Investimento crescendo mais que o consumo é uma situação favorável", acrescentou Castelo Branco. Ele ponderou, no entanto, que a taxa de investimento no País ainda é menor que 20% do PIB, o que deixa o Brasil atrás de outros países em desenvolvimento.

Inflação. A CNI revisou para baixo sua projeção para inflação medida pelo IPCA em 2013, de 6% para 5,8%. Ainda assim, a entidade afirma no documento que "a retomada do crescimento da economia é limitada pela inflação próxima ao teto da meta".

A CNI também revisou sua estimativa para a taxa Selic ao fim de 2013, com a projeção em 9,75% ante a previsão de 9,5% feita em junho. "O atual patamar de juros impõe amarras adicionais à recuperação", critica a entidade.

Também foi revisada a estimativa de câmbio médio para dezembro deste ano, passando de R$ 2,18 para R$ 2,23. "A mudança no patamar do câmbio é um dado relevante, ainda que a volatilidade de curto prazo dificulte a percepção do novo nível da taxa cambial", completa a CNI.   Outro indicador cuja projeção foi revisada pela confederação foi o superávit primário, que passou de 1,50% do PIB para 1,70%.

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