CNI eleva projeção de PIB de 3,5% para 3,8% em 2011

Entidade também reduziu a projeção para o câmbio e manteve estáveis as previsões  para inflação e juros

Célia Froufe, da Agência Estado,

25 de julho de 2011 | 14h29

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) elevou suas expectativas para a atividade econômica em 2011, reduziu a projeção para o câmbio ao fim do ano e manteve as previsões para inflação e juros estáveis. O Informe Conjuntural do segundo trimestre de 2011 da CNI prevê que a indústria crescerá 3,2% este ano. No levantamento de março, a estimativa era de uma expansão de 2,8% para o setor. O impulso da indústria ajudará o Produto Interno Bruto (PIB) geral a crescer 3,8% em 2011, na expectativa divulgada hoje pela CNI, ante 3,5% do levantamento feito três meses atrás.

As perspectivas da economia brasileira levam em conta que o consumo das famílias crescerá 4,5% este ano, que a Formação Bruta de Capital Fixo subirá 8,5% em 2011 ante 2010, e que a taxa de desemprego ficará em 5,9% da População Economicamente Ativa (PEA).

O informe prevê ainda que a taxa de câmbio (média de dezembro) chegará a R$ 1,56 ante R$ 1,63 prevista em março deste ano. Esta cotação também era esperada para o dólar na média do ano há três meses, mas agora as estimativas cederam para R$ 1,59.

O levantamento da CNI manteve as projeções de final de ano para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) (6%), taxa básica de juros (12,50%) e saldo para a balança comercial (US$ 20 bilhões), em relação ao levantamento referente ao primeiro trimestre.

Competitividade

A Confederação espera do governo um pacote de medidas "efetivas e potentes" para que o setor possa lidar com a perda da competitividade no País nos últimos anos. A expectativa é do gerente-executivo da Unidade de Política Econômica da entidade, Flávio Castelo Branco, e foi apresentada com base no anúncio da Política de Desenvolvimento da Competitividade (PDC), que a presidente Dilma Rousseff deverá anunciar na terça-feira da próxima semana.

O setor esteve reunido com agentes do governo, conforme Castelo Branco, algumas vezes para debater o tema, principalmente no início deste ano. Ele disse, no entanto, que não conhece o teor do pacote que será apresentado na semana que vem. "Esperamos medidas que melhorem as condições para o setor: desoneração de investimento e da produção: redução de PIS/Cofins, sobre bens de capital; estímulos à inovação; medidas para crédito e financiamento e também na área de comércio externo", citou o economista. "Tudo o que afete a competitividade", resumiu.

Apesar de o governo já ter descartado a inclusão da desoneração da folha de pagamentos no anúncio da PDC na semana que vem, Castelo Branco disse ainda ter esperança de que o assunto seja incluído na pauta. "A nossa expectativa é de uma definição de uma política industrial. Mais especificamente para a manufatura brasileira. Temos confiança muito grande", concluiu.

(Texto atualizado às 15h18)

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