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CNI encaminhará agenda econômica mínima ao governo

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), deputado federal Armando Monteiro Neto (PTB-PE), disse hoje que apresenta na semana que vem, ao governo, ao Congresso e à sociedade, uma agenda econômica mínima, cujo cumprimento "assegurará uma travessia da crise política, sem comprometimento da economia". Segundo Monteiro Neto, a agenda estabelece pontos para garantir a governabilidade do País durante a crise política.A agenda mínima vai pedir que o Congresso faça a reforma política, a segunda fase da reforma tributária, defina o papel das agências e crie o marco regulatório da área de saneamento. "É preciso que o Congresso fixe compromissos em relação a essas matérias", afirmou o deputado, que apresentou hoje o Mapa Estratégico da Indústria a empresários ligados ao Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp).Para o executivo, a agenda mínima, cuja elaboração foi coordenada pela CNI, vai pedir a fixação de metas fiscais, a partir do controle dos gastos de custeio. "Neste momento, interessa ao País que se use mais a âncora cambial para se construir a possibilidade de afrouxamento da política monetária", comentou o presidente da CNI.A indústria também vai pressionar Executivo e Legislativo para o cumprimento de uma agenda da infra-estrutura. Segundo Monteiro Neto, é preciso ter claro o que o governo vai garantir em termos de investimento nessa área, já que é preciso, no curto prazo, aplicar recursos na área energética. "O objetivo da agenda mínima é acabar com a paralisia que toma conta do governo e do Congresso, por conta dos escândalos políticos."Estratégias da indústriaO Mapa Estratégico da Indústria foi finalizado em março, depois de um processo de elaboração de um ano e meio pelo Fórum Nacional da Indústria, da CNI. Na semana passada, foi apresentado à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Trata-se de um mecanismo de gestão de prioridades estratégicas, que traça metas e programas para a indústria ao longo de dez anos, até 2015.O trabalho teve como base o estudo "Tendências da Indústria Mundial - Desafios para o Brasil", elaborado por economistas ligados ao Banco Mundial. Analisa as perspectivas e desafios para a competitividade dos grandes blocos econômicos, comparando a situação do Brasil com a de outros países em desenvolvimento, como a China, Índia e a Coréia do Sul.

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