CNI faz balanço favorável da economia

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) faz um balanço "bastante favorável" do desempenho da economia brasileira no primeiro trimestre de 2003. De acordo com o "Informe Conjuntural" da entidade sobre o período janeiro-março de 2003, divulgado hoje, a melhora da situação econômica do País se deu por conta da superação de grande parte das incertezas que caracterizaram o ano passado. A CNI considera que essas incertezas foram dirimidas por conta da caracterização de uma política econômica do governo federal que demonstrou austeridade fiscal e monetária, além da "promissora discussão" iniciada pelo governo Lula em torno das reformas estruturais do País. O boletim lembra que o superávit comercial acumulado no trimestre foi de US$ 3,7 bilhões, "bastante significativo considerando-se a sazonalidade mais adversa nesse início de ano".O documento cita o saque de US$ 4,1 bilhões efetuado pelo País junto ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e destaca que, no cenário interno, o controle da inflação é o ponto de maior preocupação, com um IPC-A de 15,85% no período de 12 meses encerrados em fevereiro. O documento ressalva, no entanto, que o aumento da Selic nas primeiras reuniões do Copom desse ano, de 1,5 ponto porcentual no período, e a elevação da alíquota dos compulsórios sobre depósitos à vista, de 45% para 60%, provocaram retração da atividade econômica.No trimestre, a atividade industrial manteve-se estável, embora quando descontados os aspectos de sazonalidade, é possível verificar uma leve queda (próxima de zero) em indicadores de vendas e horas trabalhadas e na produção física da indústria de transformação. O emprego no setor industrial também não sofreu alteração no trimestre, ao permanecer no mesmo patamar de outubro do ano passado.

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