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CNI: indústria tem trajetória de recuperação

O economista chefe da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Flávio Castelo Branco, avaliou hoje que o setor já mostra sinais de recuperação pelos dados industriais de setembro. É a primeira vez, desde setembro de 2008, que os indicadores de faturamento real, horas trabalhadas e emprego registram, ao mesmo tempo, uma variação positiva em relação ao mês anterior. "A indústria em setembro segue na trajetória de recuperação de forma mais abrangente", afirmou Castelo Branco. Para ele, a novidade é que as horas trabalhadas registraram crescimento em setembro, o que sinaliza que o indicador vai passar a ter trajetória positiva nos próximos meses.

RENATA VERÍSSIMO, Agencia Estado

05 de novembro de 2009 | 13h00

O economista acredita que nos meses de novembro e dezembro já será possível ter alguns segmentos e indicadores mostrando crescimento em relação ao mesmo período de 2008. "O que significaria que estaríamos com uma trajetória mais próxima de superação da crise, o que só vai ocorrer de forma mais abrangente em algum momento do primeiro semestre de 2010", disse Castelo Branco.

Ele lembrou que, embora a expectativa seja de continuidade do processo de recuperação da atividade industrial, puxada principalmente pela demanda doméstica, sazonalmente a indústria reduz seu ritmo nos últimos meses do ano e nos primeiros meses de cada ano. "A partir de novembro, principalmente, vamos observar uma acomodação natural da atividade econômica, o que não significa arrefecimento. Nós precisamos observar neste momento os dados ajustados para a sazonalidade", destacou. Embora haja esse processo de recuperação, a CNI ainda estima uma queda do PIB industrial de 4% em 2009.

A utilização da capacidade instalada em setembro sofreu um recuo ante agosto, mas, segundo Castelo Branco, isso não preocupa. A CNI interpreta essa queda como um "movimento de acomodação". O economista destacou que a capacidade instalada no nível atual mostra folga da indústria para atender a demanda, mesmo a inesperada. Ele lembrou que, em janeiro de 2008, o nível de utilização do parque fabril chegou a 83,5% pela série dessazonalizada da CNI. "Tem espaço para crescer sem pressionar a capacidade instalada e sem gerar qualquer tensão nos preços e no fornecimento dos produtos", disse.

Castelo Branco disse que o ponto de atenção neste momento são as exportações, já que a demanda externa ainda não voltou à normalidade e impacta negativamente os segmentos com maior exposição no mercado internacional. "A recuperação tem sido sustentada pelo consumo doméstico. O investimento dá alguns sinais de começar a retomar, mas é uma variável que não mostra sinais claros, principalmente na comparação com 2008", avaliou.

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