CNI: indústria teve o melhor janeiro desde 2005

O economista da Confederação Nacional da Indústria (CNI) Paulo Mol informou que as taxas de crescimento dos indicadores industriais registraram o melhor mês de janeiro dos últimos três anos. Segundo ele, a indústria começa 2008 com uma trajetória bem mais favorável que em 2006 e em 2007. Para ele, o avanço da demanda interna e o aumento da utilização da capacidade instalada levaram à elevação dos investimentos pelo setor industrial. O faturamento da indústria acumulado nos últimos seis meses encerrados em janeiro avançou em torno de 5%.Pelos dados da CNI, a alta do faturamento - que reflete as vendas reais - foi puxado pelo setor automotivo, que respondeu por um terço da expansão do mês de janeiro. Os setores de alimentos e bebidas e máquinas e equipamentos vêm na seqüência como os que mais contribuíram para o aumento da receita da indústria de transformação em janeiro.Considerando-se todos os meses, a CNI destaca que, no caso do faturamento, a alta de 10,5% em relação a janeiro de 2007 é a maior taxa de expansão desde agosto de 2004. Os três setores citados acima, juntos, também responderam por 66% do aumento de horas trabalhadas na produção e por 65% da expansão do emprego.Já em relação à expansão da massa salarial, os setores que lideram são alimentos e bebida, máquinas e equipamentos e outros equipamentos de transporte. O setor automotivo vem em quarto lugar na composição do indicador, junto com material eletrônico e de comunicação.CapacidadeMas o setor de veículos automotores, segundo os dados da CNI, foi o que teve o maior crescimento na utilização da capacidade instalada em janeiro de 2007. A alta foi de 9,4 ponto porcentual. O setor representou um terço do crescimento da utilização da capacidade instalada da indústria em janeiro na comparação com igual período do ano passado. Alimentos e bebidas e borracha e plástico vêm em seguida. Mas o economista Paulo Mol ressalta que a expansão da capacidade instalada no setor de borracha e plástico é um reflexo do avanço do setor automotivo, que é um grande consumidor destes materiais. Mol acredita que o uso da capacidade instalada deve continuar em patamar elevado, mas não estima novas intensificações. "2008 terá um crescimento importante da atividade industrial, mas não será tanto quanto em 2007. Por isso, a tendência é que a utilização da capacidade instalada se mantenha estável ou um pouco declinante, dependendo do ritmo do crescimento econômico", afirmou o economista.

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