CNI lamenta que Copom não tenha flexibilizado compulsório

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) julgou que a redução da Selic, a taxa básica de juros da economia, em 1,5 ponto porcentual foi um sinal positivo, mas que ficou aquém do necessário para promover um reaquecimento da atividade produtiva. A Selic passou de 26% ao ano para 24,5% ao ano.Segundo o presidente da entidade, deputado Armando Monteiro Neto (PMDB-PE), uma redução de 1,5 ponto, sem diminuição do depósito compulsório ? parcela de recursos que os bancos devem recolher ao Banco Central (BC) ?, não melhora em nada as condições de financiamento da economia. "Lamento que não se tenha, já, anunciado uma flexibilização dos compulsórios, porque vamos continuar tendo condições de financiamento da economia muito ruins. Não há oferta, liquidez nem recursos para crédito para o setor privado", disse. Monteiro Neto previu que este será um ano de baixo crescimento, mas observou que, se houver mais cortes nas taxas de juros nos próximos meses, a atividade econômica poderá recuperar-se um pouco, até o fim do ano. Ele fez essas declarações na sede da CNI, após almoço de que participou o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan.

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