CNI: medo de desemprego no País é o menor em 11 anos

Para confederação, segurança do brasileiro está ligada ao processo de formalização do mercado de trabalho

AE, Agencia Estado

20 de dezembro de 2007 | 11h40

O medo que o brasileiro sente do desemprego atingiu o menor índice dos últimos 11 anos, informa a Confederação Nacional da Indústria (CNI). O Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (Inec), divulgado nesta quinta-feira, 20, situou-se em 110,6 pontos, o maior valor desde o início da série histórica, em maio de 1996.  Segundo a metodologia aplicada, quanto maior o indicador, menor a insegurança do trabalhador. A pesquisa foi feita com 2.002 pessoas de todo o País, entre 30 de novembro e 5 de dezembro. De acordo com a CNI, dos nove indicadores divulgados nesta quinta, o Inec foi o único que ficou acima dos valores de dezembro de 2006, quando as altas expectativas dos brasileiros ainda estavam influenciadas pelo fim do período eleitoral. O medo do desemprego superou o indicador do mesmo período do ano passado em 1,7 ponto, ou 1,53%. Em relação ao terceiro trimestre deste ano, o crescimento foi de 4,9 pontos, ou 4,43%. Para a Confederação, a segurança do brasileiro no emprego foi influenciada pela consolidação do processo de formalização do mercado de trabalho. De acordo com o comunicado, foram criados, entre janeiro e novembro de 2007, 1,9 milhão de empregos formais em todo o País, superando o número de vagas criadas em todo o ano de 2004, recorde histórico até então. Segundo os dados do Inec, o brasileiro também acredita que o mercado de trabalho vai melhorar em 2008. O índice de expectativa de desemprego ficou em 119,7 pontos no quarto trimestre, ante 114,3 pontos do terceiro trimestre.

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