CNI: País pode ter renda per capita de ricos até 2040

O Brasil poderá alcançar até 2040 o patamar de rendimento individual da população verificado nos países mais ricos do mundo. A estimativa é da Confederação Nacional da Indústria (CNI) expressa no documento "A Indústria e o Brasil - uma agenda para crescer mais e melhor", entregue hoje aos convidados do Encontro da Indústria com os Presidenciáveis, realizado na sede da instituição, em Brasília.

CÉLIA FROUFE, CAROL PIRES E DENISE MADUEÑO, Agencia Estado

25 de maio de 2010 | 10h23

O levantamento de 230 páginas salienta que a renda per capita poderá saltar de US$ 10,465 mil para US$ 40 mil. Segundo a CNI, o Brasil poderá conseguir o feito de dobrar a renda per capita a cada 15 anos, em vez do ritmo atual de 21 anos, se sustentar um crescimento de 5,5% ao ano. "O País poderá crescer a taxas superiores a 5% ao ano, desde que respeite as lições sobre a importância da estabilidade, priorize a competitividade e avance na modernização das instituições econômicas e políticas", afirma o documento.

A CNI enfatiza que, nas décadas de 80 e 90, o crescimento médio da renda per capita era de 0,5% ao ano. "Mantendo-se esse ritmo, o País levaria 137 anos para dobrar a sua renda per capita", destaca a CNI. Entre 2004 e 2008, também de acordo com a Confederação, o crescimento desse indicador foi de 3,4% ao ano, o que, se mantido, fará com que a renda dos brasileiros dobre a cada 21 anos. Com um crescimento econômico de 5,5%, a renda per capita expandirá 4,5% ao ano, pelos cálculos da CNI.

Para que esse cenário seja atingido, é preciso que a indústria esteja no centro da estratégia do crescimento, avalia a CNI. "Períodos de maior crescimento são liderados pelo desempenho da indústria e dos investimentos que ela realiza. Estimular a indústria brasileira a manter-se competitiva, diversificada e líder do crescimento econômico é o caminho para o crescimento sustentado." O foco da indústria, por sua vez, deve se ater a cinco pontos, destaca o documento: integração do mercado doméstico, internacionalização, inovação industrial, projetos propulsores, economia de baixo carbono.

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