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CNI pode confirmar hoje ritmo lento da indústria no 4º tri

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulga hoje os resultados da Sondagem Industrial do quarto trimestre de 2005, feita pela entidade junto a empresas de todo o País, com participação das Federações das Indústrias nos Estados. O levantamento cobriu o período de 4 a 24 deste mês e envolveu 1.240 pequenas e médias empresas, e 212 de grande porte.A pesquisa espelha a opinião dos industriais sobre o desempenho do último trimestre do ano passado e, também, suas expectativas para os primeiros seis meses de 2006. Nela, os empresários se manifestaram sobre os principais problemas que afetam o setor industrial. O levantamento traz, ainda, as perspectivas de pequenos, médios e grandes industriais para itens como faturamento, compra de matérias-primas, emprego e exportações.Sondagem da FGVA sondagem da Fundação Getúlio Vargas (FGV) para o mesmo período apontou que a demanda industrial permaneceu em ritmo lento no quarto trimestre do ano passado. A pesquisa mostra que a parcela dos entrevistados que consideravam como forte o nível de demanda no mercado interno caiu de 13% para 9%, na passagem do terceiro trimestre para o quarto.Os resultados pioram quando o entrevistado foi indagado sobre a situação atual dos negócios. No mesmo período de comparação, caiu de 22% para 16% a parcela dos entrevistados que a consideravam como boa. Além disso, subiu de 19% para 22% os que consideram fraca a situação dos negócios, na passagem do terceiro para o quarto trimestre. IBGE: produção industrial não é animadoraOutra fonte de apuração, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou que, ainda no quarto trimestre, especificamente no mês de novembro, os dados da produção industrial não foram muito animadores. No mês houve crescimento de 0,6% nas comparações com o mesmo período do ano passado e com outubro - já descontadas as influências sazonais. Apesar de baixo, o resultado veio no piso das estimativas, que iam de 0,57% a 1,60% (mediana de 1%).Técnicos do IBGE observam no documento de divulgação que "os índices para novembro mostram aumento discreto no ritmo produtivo da indústria". No entanto, acrescentam que o resultado não recupera a queda observada na passagem de agosto para setembro (-2,2%). Formação de estoquesAlguns analistas avaliam que a indústria errou nas suas projeções de vendas. Ou seja, produziram mais do que venderam. Com estoques mais cheios, a indústria desaqueceu. Esta opinião é compartilhada pelo coordenador da Sondagem Conjuntural da Indústria de Transformação da FGV, Aloísio Campelo. Produção de 2006 pode continuar fracaA produção industrial em 2006 pode continuar fraca, caso as taxas de juros não recuem. Este é o cenário traçado pelo Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), que espera um crescimento ao redor de 2,5% para a produção industrial em 2005, como é previsto para este ano.O diretor-executivo da entidade, Julio Sergio Gomes de Almeida, avalia, no entanto, que o governo federal está com a "faca e o queijo na mão" para elevar o crescimento para entre 3% e 4% em 2006. Para tanto, o governo deve cuidar do controle de gastos, da manutenção da inflação em patamares baixos, o que permitirá que os cortes de juros sejam mais expressivos.

Agencia Estado,

27 de janeiro de 2006 | 04h32

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