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CNI prevê crescimento da economia em 3,7%

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) mantém sua expectativa de crescimento de 3,7% na economia brasileira neste ano, considerada bastante otimista pela própria instituição. Neste ano, o Produto Interno Bruto (PIB) industrial deverá crescer, nas contas da CNI, 5% e a indústria de transformação, 4,2%.Segundo o economista Paulo Mol, da Unidade de Política Econômica da CNI, os cálculos não são conservadores, porque levam em conta o desempenho insatisfatório da economia, em 2005. "Como a economia patinou em 2005, o impulso para a atividade neste início de ano foi pequeno demais. Prever crescimento de 3,7% significa ser muito otimista. Mas se isso ocorrer, certamente haverá uma boa alavanca para o desempenho de 2007", afirmou Mol.O cenário estimado pela CNI para o ano é favorável por conta, basicamente, de quatro fatores. Primeiro, a redução significativa dos estoques entre o final de 2005 e o início de 2006, o que significa que o ano começou com expansão da produção. O segundo foi a queda nas taxas de juros e a conseqüente melhoria nas condições de financiamento, sobretudo para a aquisição de bens duráveis. Terceiro, a renda familiar em elevação, por conta da redução da inflação, do aumento do emprego e da elevação dos gastos públicos com benefícios sociais. O quarto e último fator, a existência de folga de capacidade instalada para que o crescimento se dê sem pressões inflacionárias.Dólar De acordo com os economistas da CNI, o real valorizado frente ao dólar é a única nota destoante no cenário de crescimento da atividade industrial neste ano - sem contar as tradicionais preocupações do empresariado como as relativas à carga tributária e as taxas de juros ainda elevadas. Estudo divulgado na semana passada pela confederação mostra que uma boa parte das grandes indústrias teve severa redução na rentabilidade das exportações e tende a substituir o uso de insumos nacionais por insumos estrangeiros. O economista Renato da Fonseca, da CNI, advertiu ainda que se a taxa de câmbio continuar nesse mesmo patamar, nos próximos dois anos, haverá conseqüências negativas para os investimentos.

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