CNI prevê crescimento econômico de 5% em 2008

Informe da Confederação mostra ainda expectativa de expansão de 14% nos investimentos e inflação de 4,1%

Renata Veríssimo, da Agência Estado,

18 de dezembro de 2007 | 12h22

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou nesta terça-feira, 18, documento no qual faz previsões dos indicadores econômicos para 2008. Segundo o informe conjuntural, a entidade prevê um crescimento da economia de 5% em 2008, e um avanço do Produto Interno Bruto (PIB) industrial da mesma intensidade. Para o consumo das famílias, a CNI espera uma taxa de crescimento de 6,2%. Já a previsão para a expansão dos investimentos é de 14% no próximo ano.  A entidade também projeta uma taxa média de desemprego de 9% da População Economicamente Ativa (PEA). A CNI espera uma piora no superávit comercial da balança comercial de US$ 25 bilhões, resultado de exportações de US$ 175 bilhões e importações de US$ 150 bilhões. Em função do resultado da balança comercial, a CNI espera um déficit em conta corrente de US$ 6 bilhões em 2008.  A projeção para inflação é de 4,1% no ano que vem. A CNI também projeta a taxa básica de juros, a Selic, em 10,5% ao final de 2008, e uma taxa média no ano, deflacionada pelo IPCA, de 6,7%. O documento também estima que a taxa média de câmbio em dezembro de 2008 será de R$ 1,76, enquanto que a média do ano deve fechar em R$ 1,72. A dívida pública líquida deve fechar 2008 em 41,3% do PIB. CPMF A entidade afirma ainda que o fim da CPMF em 2008 fará com que o governo tenha dificuldades para cumprir a meta de superávit primário no próximo ano. A projeção da CNI para 2008 é de um superávit primário de 3,2% do PIB enquanto que a meta do governo é de 3,8% do PIB. O governo, no entanto, pode descontar desta meta 0,5% do PIB referente ao Programa Piloto de Investimento do FMI.Para a CNI, o governo deverá optar pelo corte de despesas como forma de adequar o orçamento à queda de R$ 40 bilhões na arrecadação decorrente do fim da CPMF. "Diante da elevada rigidez do orçamento, os cortes serão insuficientes para impedir a queda do superávit primário em relação a 2007, o que compromete o cumprimento da meta para 2008", avalia o documento. A CNI, no entanto, trabalha com expectativa positiva para os principais indicadores de solvência do setor público. O documento da CNI explica também que a projeção de crescimento do PIB de 5% no próximo ano se deve à expectativa de que a demanda interna continuará forte e que os investimentos, tanto do setor privado como do setor público, devem aumentar. O documento também prevê que, apesar da crise no mercado imobiliário nos Estados Unidos, o desaquecimento da economia mundial será menos intenso do que o esperado inicialmente. Por isso, terá um impacto reduzido sobre a economia mundial em 2008.  2007 Para este ano, a CNI projeta um crescimento da economia para este ano de 5,3%. A expansão da indústria, segundo a entidade, deve ser do mesmo tamanho (5,3%).  A CNI diz que espera um crescimento do consumo das famílias de 6% em 2007 e um avanço dos investimentos em 12,8%. A taxa média de desemprego, em 2007, na avaliação da entidade, deve fechar o ano em 9,5% da População Economicamente Ativa (PEA). O superávit da balança comercial previsto pela CNI para este ano é de US$ 40 bilhões, resultado de US$ 160 bilhões em exportações e US$ 120 bilhões em importações. O saldo positivo em conta corrente deve fechar em US$ 4,5 bilhões, segundo a estimativa da entidade representativa do setor industrial. Ela espera também que o setor público realize este ano um superávit primário de 4,1% do Produto Interno Bruto (PIB), mas projeta um déficit nominal (considerando as despesas com juros) de 2,3% do PIB. A relação dívida pública/PIB ficará, segundo a CNI, em 42,9% neste ano. A entidade projeta uma taxa de juros nominal média de 12,1% em 2007 e uma taxa real de juros, pelo IPCA, de 7,6%. Para o câmbio, a estimativa da CNI é de que a média de dezembro seja de R$ 1,78 por dólar, e a média do ano, de R$ 1,95 por dólar.

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