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CNI prevê estagnação da economia brasileira este ano

Como reflexo da crise econômica mundial, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) revisou para baixo suas projeções econômicas para 2009. A expectativa da entidade para o Produto Interno Bruto (PIB) este ano, que em dezembro passado era de expansão de 2,4%, passou para zero, o que representa estagnação. O PIB industrial deverá encolher 2,8% ante uma projeção anterior de expansão de 1,8%. A entidade estima também que o consumo das famílias deverá cair, passando de expansão de 3% para queda de 0,9% este ano.

LEONARDO GOY, Agencia Estado

26 de março de 2009 | 15h54

A mudança mais brusca de direção está na Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que mede os investimentos das empresas, principalmente em máquinas e equipamentos. Em dezembro, a CNI acreditava que este índice cresceria 3%, agora a estimativa mudou para queda de 4,4%. Como consequência dessa freada da economia, a taxa de desemprego em relação à população economicamente ativa deverá ficar em 9,1% em 2009. A projeção anterior era de 8,2%.

Uma das poucas boas notícias é que a CNI acredita que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 4,2% este ano, ante expectativa anterior de 4,8%. A taxa básica de juros, a Selic, deverá fechar o ano em 9% ao ano, segundo a CNI. Em dezembro a expectativa era de uma Selic de 11,25% ao fim deste ano.

A CNI também prevê expansão do saldo comercial este ano. Em dezembro a entidade estimava que a balança de 2009 fecharia com saldo positivo de US$ 15 bilhões. Agora, a previsão é de um saldo de US$ 18 bilhões. Essa melhora na perspectiva, porém, está baseada principalmente na redução da perspectiva para as importações que passou US$ 155 bilhões para US$ 139 bilhões. As exportações deverão somar US$ 157 bilhões, ante US$ 170 bilhões da previsão anterior. O saldo em conta corrente do balanço de pagamentos do País com o exterior deverá fechar o ano negativo em US$ 25 bilhões. A CNI também acredita que o superávit primário fiscal deverá terminar 2009 em 2,7% do PIB. Em dezembro a perspectiva era que ficasse em 3,35% do PIB.

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