CNI prevê mais substituição de importações em 2003

A substituição de importações no setor industrial será maior em 2003, segundo pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgada hoje. Entre as grandes empresas, 59% pretendem fazer algum tipo de substituição neste ano, ante os 39,8% das que substituíram em 2002. Entre as pequenas e médias, 42,1% trocaram insumos importados por nacionais em 2002 e 53,4% pretendem fazê-lo neste ano. A pesquisa da CNI foi realizada em janeiro com 264 grandes empresas e 1.247 pequenas e médias. Para este ano, 4,2% das pequenas e médias pretendem substituir totalmente a importação, assim como 0,6% das grandes. As que pretendem promover substituição parcial são 49,3% entre as de menor porte e 58,4% entre as de grande porte. E há 3,8% entre as pequenas e médias e 3,7% entre as grandes que prevêem aumentar a compra de insumos importados. Por setores, o de vestuário e calçados tem 69,8% de empresas que pretendem fazer substituição parcial de importações. Mobiliário (64,7%), mecânica (63,8%) e borracha (60%) vêm logo a seguir. O setor de couro e peles é o que tem a maior participação de indústrias que planejam substituir totalmente as importações, 12,5%, seguido pelo de madeira, que tem 11,8%. Curiosamente, a área de couro e peles é também a que tem mais empresas planejando aumentar a dependência de materiais importados, com 12,5%, seguida do setor de materiais de transporte, com 11,1%.

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