CNI prevê Selic de 8,75% e dólar a R$ 1,88 no fim do ano

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) projeta, no Informe Conjuntural do segundo trimestre, uma taxa básica de juros (Selic) de 8,75% ao ano no final de 2009, ante 9% estimados no primeiro trimestre deste ano. Hoje a Selic está em 9,25% ao ano. Levando em conta a projeção de 8,75% ao ano, a CNI projeta uma taxa média real (descontada a inflação) de 5% em 2009, ante 5,2% da estimativa anterior.

SANDRA MANFRINI, Agencia Estado

25 de junho de 2009 | 13h38

Para o câmbio, a entidade estima uma taxa média de R$ 1,88 por dólar em dezembro, ante uma projeção anterior de R$ 2,22. A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve fechar o ano de 2009 em 4,2%, segundo a projeção da CNI, igual à estimativa feita pela entidade em março.

Superávit fiscal

A arrecadação tributária federal menor que a esperada e o aumento dos gastos públicos provocaram uma deterioração dos resultados fiscais nos primeiros meses de 2009. Em razão disso, a CNI reduziu a projeção de superávit primário de 2009 de 2,7% do Produto Interno Bruto (PIB) para 2,5% do PIB. O saldo primário desconsidera as despesas com juros. A estimativa leva em conta ainda o resultado da Petrobras, que foi excluída do cálculo do governo federal. Excluindo os resultados da Petrobras, a estimativa da CNI é de que o superávit primário fiscal do setor público consolidado em 2009 será de 2,15% do PIB.

O gerente-executivo da Unidade de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco, explicou que a entidade ainda considerou o resultado da Petrobras porque toda a série histórica do Informe Conjuntural leva em conta os números da estatal. Por isso, para manter a base de comparação, a CNI fez projeções incluindo as contas.

O próprio governo federal já reduziu sua projeção de superávit primário de 3,8% do PIB para 2,5%. Esse número exclui as contas da Petrobras. A expectativa da CNI é de que essa meta não seja atingida. A estimativa do setor público é que o governo federal contribua com um superávit de 1,4% do PIB nesse resultado fiscal; as estatais (sem Petrobras), com 0,2%; e Estados e municípios, com 0,9% do PIB. A CNI avalia que, com a atual previsão de despesas, o governo federal não deve atingir a meta de superávit primário de 1,4%, e projeta um resultado de apenas 1,05% do PIB.

Com a melhora na previsão do saldo da balança comercial, a CNI reduziu também sua projeção de déficit na conta corrente do balanço de pagamentos com o exterior - de US$ 25 bilhões para US$ 15 bilhões. De acordo com Castelo Branco, essa melhora no déficit em conta corrente das transações externas se deve também à forte queda no déficit da conta de serviços e rendas com um maior ingresso de investimentos estrangeiros diretos (IED).

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