CNI propõe estratégia para avançar

Dirigentes da indústria acreditam que, depois da profunda recessão, o Brasil pode crescer 3,5%

O Estado de S.Paulo

08 Março 2018 | 03h00

Alguns dos principais obstáculos que o País terá de superar, ao longo do mandato do próximo presidente da República, para alcançar o crescimento sustentado estão apontados no Mapa Estratégico da Indústria (2018-2022), elaborado pela Confederação Nacional da Indústria - CNI. Além de apontar as maiores dificuldades enfrentadas pelo setor produtivo, o documento propõe 60 metas para superá-las.

Dirigentes da indústria acreditam que, depois da profunda recessão, o Brasil pode crescer 3,5%, em média, de forma sustentada a partir de 2023, com uma economia mais competitiva e inovadora, integrada ao mercado internacional. Contudo, para alcançar esse estágio no próximo quadriênio, o País deve superar obstáculos que vão além das questões estritamente econômicas.

O Mapa baseia-se em alguns fatores-chave: produtividade e inovação na empresa; política industrial, de inovação e comércio exterior; infraestrutura; tributação; relações do trabalho; educação; financiamento; recursos naturais e meio ambiente; segurança jurídica; e eficiência do Estado, governança e desburocratização.

Nada é visto isoladamente. As deficiências que afetam o custo de produção, comprometendo a produtividade, e que por isso precisam ser superadas rapidamente, não estão relacionadas apenas à elevada carga tributária, mas também à baixa qualidade da educação. Da mesma forma, é mencionada a importância de ampliar o saneamento básico no País e o acesso da população à banda larga fixa.

Já os ganhos de produtividade são indissociáveis de uma política que favoreça investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D), de modo a fomentar a capacidade de inovação das empresas, hoje muito baixa. Este é o caminho para a inserção na chamada “indústria 4.0”, que incorpora avanços nos campos da automação e da tecnologia da informação (TI). Isso deveria levar também à maior participação da indústria na economia de baixo carbono, de acordo com as exigências ambientais.

Simulações feitas pela CNI indicam que, se implementado um programa na linha proposta, a renda per capita dos brasileiros, de US$ 14 mil em 2016, poderia alcançar US$ 30 mil em 2040. O objetivo parece ambicioso, mas o fato de os empresários estarem alinhados a esse conjunto de ideias representa um passo importante para alcançá-lo.

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