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CNI quer ajudar a evitar paralisia no próximo governo

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto, disse à Agência Estado que está preocupado com o acirramento do clima político no segundo turno da eleição presidencial, mas acredita que isso pode ser superado. Para Monteiro Neto, a temperatura do debate eleitoral não pode se estender ao ponto de fazer com que o País fique paralisado no próximo governo, seja quem for o eleito para a presidência da República."Acho que quem ganhar vai ter dificuldades. Mas nada que não possa ser trabalhado. Nós podemos ajudar. A sociedade como um todo pode ajudar a evitar o risco de uma paralisia tanto no Legislativo quanto no Executivo", disse Monteiro Neto.O dirigente participou nesta terça-feira de reunião do Fórum Nacional da Indústria, órgão encabeçado pela CNI que reúne líderes de diversos setores da indústria brasileira, na qual se discutiu, principalmente, como a indústria pode ajudar o próximo governo a cumprir uma agenda econômica que favoreça o desenvolvimento. "Nós temos nosso canais de interlocução com o Legislativo. Queremos exercitar, com transparência e de forma responsável, esse diálogo com o governo e com o Congresso", disse Monteiro Neto.O presidente da CNI afirmou que o próximo governo tem de se dedicar a concluir a reforma tributária e, principalmente, promover uma redução dos gastos públicos. "Os gastos públicos cresceram de tal forma que o investimento público foi lá para baixo, e a carga tributaria foi lá para cima. Com essa lógica, nós não vamos voltar a crescer de forma mais acelerada. A solução dessas questões não pode mais ser adiada."

Agencia Estado,

24 de outubro de 2006 | 19h07

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