CNI reduz projeção de crescimento do PIB em 2013 para 2%

Confederação diz que as medidas do governo estão na direção certa, mas não conseguiram destravar o crescimento

Eduardo Cucolo, da Agência Estado,

04 de julho de 2013 | 11h37

BRASÍLIA - A Confederação Nacional da Indústria (CNI) reduziu sua projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2013 de 3,2% para 2%. O valor está acima do verificado em 2012 (0,9%), mas abaixo do crescimento do primeiro ano do governo Dilma Rousseff, de 2,7% em 2011. Já a projeção para a expansão do PIB industrial também foi revisada para baixo, de 2,6% para 1,0%. No ano passado, houve retração de 0,8%.

A revisão na projeção de crescimento reflete um quadro de recuperação mais moderada do que se esperava anteriormente e piora nos fundamentos da economia e do cenário externo, segundo Flávio Castelo Branco, gerente executivo de Política Econômica da CNI. "Os dados de maio da produção industrial não confirmam essa tendência de recuperação. Você tem uma tendência mais moderada do que se imaginava. O consumo também não tem reagido", afirmou.

"O segundo semestre vai ser muito caracterizado por adversidades, como o ciclo de alta dos juros para combater a inflação. Em 2014, podemos ter desempenho mais favorável se tivermos uma política mais voltada para o investimento."

Para Castelo Branco, as medidas de estímulo econômico já anunciadas pelo governo federal estão na direção certa, mas não foram suficientes para destravar o crescimento da economia brasileira. Segundo ele, é necessário mais políticas para redução de custos e celeridade nos projetos de infraestrutura.

A CNI elevou de 4% para 5,1% a projeção de crescimento da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), utilizada como medida dos investimentos, ante queda de 4,0% em 2012. Para o consumo das famílias, a estimativa caiu de 3,5% para 2,3%. No ano passado, houve alta de 3,1%.

Juros. A Confederação também elevou sua projeção para a taxa básica de juros (Selic) no fim de 2013 de 7,25% para 9,50% ao ano. Para a taxa média do ano, a previsão passou de 7,25% para 8,25% ao ano. A projeção para o IPCA subiu de 5,7% para 6,0%. A expectativa para a taxa real de juros passou de 0,9% para 1,7% ao ano.

A estimativa para o câmbio médio no mês de dezembro de 2013 passou de R$ 2,00 para R$ 2,18. A taxa média do ano passou de R$ 1,98 para R$ 2,10. A previsão para a taxa de desemprego caiu de 5,4% para 5,3%.

A CNI reduziu ainda a sua projeção para o superávit primário do setor público em 2013 de 1,7% para 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB). A previsão para o déficit nominal passou de 3,2% para 3,4% do PIB. Para a relação dívida líquida/PIB, passou de 35,4% para 34,9%.

A projeção para o saldo da balança comercial neste ano caiu de US$ 11,3 bilhões para US$ 9,2 bilhões. Para as exportações, caiu de US$ 253,4 bilhões para US$ 249,3 bilhões. Para as importações, passou de 242,1 bilhões para US$ 240,1 bilhões. A previsão para o déficit em conta corrente subiu de US$ 68,1 bilhões para US$ 74,3 bilhões.

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