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CNI revisa projeção de crescimento da FBCF para 2,5%

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou nesta sexta-feira, 11, que revisou de 5% para 2,5% a expectativa de avanço da formação bruta de capital fixo em 2014. Houve revisão também na expectativa de crescimento da indústria, que caiu de 2% para 1,7%, e no crescimento da economia do País, de 2,1% para 1,8%. A projeção de avanço do consumo das famílias continua a mesmo divulgada no fim do ano passado: 1,7%.

LAÍS ALEGRETTI, Agencia Estado

11 de abril de 2014 | 13h08

O gerente executivo de Política Econômica da Confederação, Flávio Castelo Branco, aponta que empresários e consumidores estão mais conservadores devido a uma expectativa ruim em relação ao cenário econômico. "A demanda não tem correspondido e hoje temos ciclo de juros bastante extenso e com perspectiva de duração. Já tem um ano que começou a alta dos juros e não há sinalização de reversão do quadro de juros alto", acrescenta.

A inflação mais alta, lembra Castelo Branco, é um fator que corrói a renda real das pessoas e diminui o consumo. A CNI, que esperava em dezembro um IPCA de 6% em 2014, aumentou essa projeção para 6,4%. "A inflação tem mostrado resistência muito forte", afirma. O preço da energia elétrica e dos combustíveis, cujo reajuste ocorrerá "em algum momento", também gera incerteza no lado dos investimentos e acarreta em redução dos crescimento, segundo Castelo Branco. "A regra de como esses ajustes ocorrerão não está clara."

Comércio exterior

A situação da Argentina e a dificuldade de exportação para outros mercados consumidores levaram a CNI a diminuir bruscamente a previsão de superávit comercial deste ano: caiu de US$ 9 bilhões para US$ 1,5 bilhão. Além de falar da baixa competitividade dos produtos brasileiros, que a CNI alega frequentemente, Castelo Branco disse que o resultado da balança comercial nos primeiros meses do ano ficou abaixo do que esperava a entidade.

"Os motivos para a revisão da projeção de superávit comercial são a situação da Argentina, cujo comércio diminuiu, e o fato de as nossas exportações para países avançados não estarem crescendo" disse. "A economia desses países está se recuperando e nós esperávamos uma resposta melhor das exportações brasileiras, mas ela não está acontecendo."

O câmbio não teve impacto no resultado do comércio exterior no início de 2014, segundo a avaliação da CNI, porque as variações frequentes impedem que os empresários se programem. "O câmbio continua com trajetória muito volátil. Essa instabilidade da moeda gera instabilidade para quem tem negocio externo", afirmou Castelo Branco.

A CNI espera que a taxa de câmbio retome "alguma desvalorização" em 2014, mas continue mostrando forte oscilação, tanto devido ao cenário político doméstico quanto ao cenário externo, "em particular pela incerteza sobre os rumos da política monetária norte-americana". Segundo as projeções divulgadas hoje pela CNI, a taxa de câmbio deverá terminar o ano próxima a R$ 2,45, com média anual em torno de R$ 2,35.

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