CNI sugere 'parcimônia' na avaliação do emprego no País

A taxa de desemprego de 5,3% de outubro, divulgada nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é um fator positivo mas precisa ser observada com parcimônia. A avaliação é do gerente executivo de política econômica da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Flávio Castelo Branco. Ele alerta que o País apresenta números favoráveis em relação a emprego, embora o mesmo não ocorra com a produção.

AYR ALISKI, Agencia Estado

22 de novembro de 2012 | 14h32

Segundo Castelo Branco, no caso da indústria, a produção apresentou resultados fracos no primeiro semestre, com lenta recuperação da metade do ano para cá. Isso mostra que a produção industrial brasileira, diante de um cenário de altos índices de emprego e de crescimento da renda, vêm enfrentando a competição dos importados. "É um dado que preocupa, porque no longo prazo precisamos de crescimento, de produtividade", diz. Na visão dele, se o Brasil não voltar a crescer com mais intensidade, pode haver, no futuro, uma piora nos números de emprego.

As mais recentes projeções da CNI indicam que o Produto Interno Bruto (PIB), como um todo, terá crescimento de 1,5%. Para o PIB industrial, contudo, a estimativa é variação nula, ou estabilidade, no fechamento deste ano.

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