CNI vê câmbio a R$ 2,47 para indústria mais competitiva

Segundo o presidente da entidade, Robson Andrade, setor deve crescer 4% em 2013

Francisco Carlos de Assis, da Agência Estado,

15 de abril de 2013 | 15h41

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, disse, nesta segunda-feira, 15, em entrevista à Agência Estado, que uma taxa de câmbio boa para a atividade industrial brasileira seria de R$ 2,47 por dólar. Andrade fez a previsão antes de iniciar a palestra Agenda da Indústria para a Competitividade, em almoço oferecido a empresários pela Câmara Oficial Espanhola de Comércio no Brasil. "Isso mostra o quanto a indústria perde em competitividade em razão do câmbio valorizado", disse Andrade. Nas últimas semanas, a taxa cambial tem oscilado em torno de R$ 2.

Sobre investimentos, o presidente da CNI afirmou que na semana passada levou a um grupo de ministros, entre eles o da Fazenda, Guido Mantega, o cálculo de que, para a taxa de investimentos atingir a faixa de 24% do Produto Interno Bruto (PIB), o Brasil precisaria elevar seus investimentos em torno de 7% por ano nos próximos cinco anos. Hoje, o total de investimentos equivale a 19% do PIB. Andrade prevê que os investimentos da indústria devem crescer 4% em 2013 na comparação com 2012.

O presidente da CNI entende que a indústria, além de segurança jurídica, precisa de mercado interno e melhores taxas de retorno. Para Andrade, não adianta o governo querer determinar a taxa de retorno do empresário nos contratos dos leilões de concessão de obras e serviços de infraestrutura. "Quem tem de determinar a taxa de retorno é o empresário."

De acordo com Andrade, o próprio apetite do empresário por investimentos pode fazer com que a taxa de retorno caia, como tem ocorrido, segundo ele, no setor de energia.

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