CNI/Ibope: aprovação do combate à inflação cai para 41%

A aprovação dos brasileiros ao governo no combate à inflação caiu de 51% em março para 41% em junho, segundo pesquisa CNI/Ibope divulgada hoje. Já a desaprovação subiu de 43% para 53% na mesma comparação. O levantamento mostrou ainda que a aprovação no combate ao desemprego caiu de 55% para 52%, enquanto a desaprovação subiu de 41% para 45%. O levantamento CNI/Ibope mostrou ainda que 31% dos entrevistados aprovam a taxa de juros brasileira, porcentual inferior ao registrado em março, quando 39% eram favoráveis à taxa. A desaprovação, por sua vez, passou de 53% para 61%.Segundo semestreA pesquisa mostrou que, para 65% dos entrevistados, a inflação vai aumentar nos próximos seis meses, ante 51% na pesquisa anterior, de março. O índice é o maior da série iniciada em 2003. Dos 65%, 19 pontos porcentuais equivalem aos entrevistados que consideram que a inflação vai subir muito, e os 46 pontos restantes, daqueles que acham apenas que ela vai subir. Essa é a primeira vez que a CNI/Ibope faz essa separação entre aumentar e aumentar muito, para a inflação, o desemprego e a renda. Os dados da pesquisa mostram que, para 12%, a inflação vai diminuir ou diminuir muito nos próximos seis meses, sendo 11 pontos porcentuais no primeiro caso e 1 ponto porcentual para o segundo. Em março, 15% dos entrevistados avaliavam que a inflação ia diminuir nos próximos seis meses. Para 18% dos entrevistados, a inflação não vai mudar nos próximos seis meses, ante 27% em março.DesempregoEm relação ao desemprego, 52% disseram acreditar que haverá elevação no próximo semestre, ante 42% em março, sendo que 14 pontos porcentuais foram das pessoas que acreditam que vai aumentar muito o desemprego, e 38 pontos porcentuais, daquelas que crêem que simplesmente vai aumentar.Para 24% dos entrevistados, o desemprego vai diminuir ou diminuir muito, ante 32% na pesquisa anterior. Para 21%, o desemprego não mudará nos próximos seis meses, porcentual que era de 22% em março.RendaEm relação à renda pessoal, 37% disseram que ela vai aumentar ou aumentar muito no próximo semestre, ante 42% em março. Desse total, 6 pontos porcentuais referem-se àqueles que acham que vai subir muito, e 31 pontos porcentuais, àqueles que acham que simplesmente vai aumentar. Para 16%, a renda vai diminuir ou diminuir muito nos próximos meses, ante 14% em março. Desse total, 14 pontos porcentuais são de quem diz que vai diminuir e 2 pontos são dos que consideram que vai diminuir muito. O índice de entrevistados que disseram que a renda pessoal não vai mudar nos próximos seis meses ficou estável em 40%. PioraDe acordo com o texto da pesquisa, "há uma piora sensível na expectativa em relação à economia". A CNI destaca que o movimento mais expressivo se deu nas projeções para a inflação. "Esse resultado reflete a impressão dos brasileiros em sua rotina de compras e a divulgação dos diversos indicadores que confirmam a elevação de preços", diz o texto. "A projeção para o aumento de preços parece ter impactado as perspectivas para emprego e renda", acrescenta o documento.A pesquisa foi realizada em 141 municípios do Brasil em entrevistas com 2.002 pessoas, entre os dias 20 e 23 de junho.

EQUIPE AE, Agencia Estado

30 de junho de 2008 | 15h26

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