Fabio Motta/Estadão
Fabio Motta/Estadão

Em nota, central sindical pede cautela a caminhoneiros em greve

Entidade pede que grevistas liberem circulação de combustíveis, merenda escolar, leite e materiais para a saúde; preocupação de CNTA é perder 'conquistas históricas' da paralisação

O Estado de S.Paulo

28 Maio 2018 | 19h01

BRASÍLIA – Uma das entidades mais resistentes quanto ao fim da greve, a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) orientou os trabalhadores nesta segunda-feira, 28, para que "avaliem com cuidado" a decisão sobre continuar ou não em greve, "sob pena de perderem conquistas históricas da categoria". Àqueles que entenderem que as propostas do governo ainda não atendem suas reivindicações, a entidade pediu que liberem, ao menos, a circulação de cargas consideradas essenciais.

+++ AO VIVO: Acompanhe a cobertura em tempo real da greve dos caminhoneiros

Em nota, a CNTA listou cinco itens que devem ter passagem liberada por aqueles que decidirem continuar parados: combustíveis, inclusive gás de cozinha, produtos destinados à merenda escolar, produtos destinados à saúde pública e hospitais, leite e veículos identificados como sendo da Defesa Civil.

+++ Para ministro do STF, governo subestimou greve dos caminhoneiros

A nota foi divulgada após assembleia na qual a CNTA avaliou o pacote de medidas anunciado pelo governo na noite desse domingo, 27. O comitê reúne principalmente lideranças de caminhoneiros de Curitiba e região.

Outras entidades que representam caminhoneiros foram mais firmes ao se posicionar nesta segunda-feira, orientando que todos os motoristas voltem ao trabalho.

A Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), que no início da greve também resistiu a aceitar propostas do governo, afirmou hoje que "não são mais caminhoneiros que estão fazendo greve", e sim um grupo de intervencionistas infiltrados, ligados a partidos políticos. O presidente da entidade, José da Fonseca Lopes, rechaçou a vinculação com aqueles que continuam nas rodovias. "Os caras querem dar um golpe neste País e eu não vou fazer parte disso", afirmou.

O governo também investiga a infiltração de movimentos políticos na greve. A Polícia Federal deve começar a prender líderes de caminhoneiros que resistirem ao fim da paralisação.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.